Centro de Documentação e Memória (CDM)
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Entrevista inédita de Jacob Gorender

Publicado em 25.02.2015

Jacob Gorender conta em entrevista aos pesquisadores Carolina Maria Ruy e Fernando Garcia sobresua militância juvenil. Foi realizada em sua casa em abril de 2004.

Ele aborda o treinamento de transmissões e sua ida para Monte Castelo enquanto soldado da FEB. Mostra a posição que a sua tropa tinha e os cuidados que havia para aquela situação. “Uma parte dos soldados brasileiros morreu no sopé do Monte Castelo”. Assistiu diversas vezes “os soldados alemães de braços levantados”, se integrando.

Teve contato com pelotões estadunidenses e relata que havia uma divisão racial onde não se misturava negros e brancos. A tropa brasileira foi dos Apeninos até perto de Milão.

Quando voltou não continuou os estudos e foi ser profissional de partido. Foi quando conheceu Marighella, Prestes e outros. Foi redator do jornal A Classe Operária, pois já tinha a experiência com o jornalismo da revista Seiva.

Após a cassação dos 14 deputados e o senador, Gorender tinha vida legal, mas atuação clandestina. Atuou com Marighella em São Paulo entre 1950 e 1953. Estava na direção partidária quando da Greve dos 300 mil e lembra de João Saldanha na direção grevista dos têxteis.

Lembra que estava em Moscou junto com Maurício Grabois e outros quando do 20º Congresso teve acesso ao relatório “secreto” de Kruschev que denunciava crimes de Stalin.

Ao final conta da prisão em Salvador e que o próprio Getúlio mandou soltar a pedido do presidente da UNE.


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Entrevista Jacob Gorender