Conheça a Fundação
Boletim da Fundação - Não conheça não.

Centro de Documentação e Memória avança e se consolida

Publicado em 17.12.2010

Tudo começou quando cerca de 70 caixas de documentos e mais de 3 mil livros chegaram à sede da Fundação Maurício Grabois, completamente desorganizados. A partir daí teve início o trabalho de organização do acervo histórico da instituição. Para isso foi realizado um planejamento estratégico e compradas mapotecas, arquivos deslizantes e outros equipamentos. Houve grande investimento na montagem da estrutura básica do Centro. Também foi contratada, durante sete meses, a empresa Armazém da História.

Constatou-se existirem em nossos arquivos 14.267 fotos e 733 fitas de vários tipos. Entre elas, programas partidários, documentários, filmes e outros. Na coleção de rolos e fitas K7 é possível encontrar desde os primeiros programas de rádio até gravações de palestras realizadas por João Amazonas e Diógenes Arruda na Albânia, em 1977. Compõem o acervo os áudios de inúmeros eventos como reuniões, congressos e conferências. A biblioteca conta com 2.727 títulos voltados principalmente à história do PC do Brasil e da esquerda brasileira. A hemeroteca conta com 849 edições do jornal A Classe Operária. Lá estão também coleções da Tribuna da Luta Operária e das revistas Problemas, Movimento e Princípios.

A principal missão do CDM é a preservação da documentação dos comunistas e a reconstrução de sua memória com base na investigação documental e na coleta de depoimentos. Já foram realizadas dezenas de entrevistas. O projeto de memória conta também com a secção “O que se deve ler para conhecer o PC do Brasil”.

O portal Grabois.org tem sido o melhor instrumento de divulgação do trabalho realizado pelo CDM e da própria história dos comunistas brasileiros. A pagina é composta por extenso leque de documentos, artigos, entrevistas, fotos, áudios, vídeos, bibliografia, roteiros temáticos de pesquisa, notícias, pequenas biografias, depoimentos e resenhas. Disponibiliza ainda coleções de A Classe Operária, do jornal Tribuna da Luta Operária e da revista Princípios, além de uma cronologia dos 88 anos do PC do Brasil e de sistema de busca dos livros alocados na biblioteca do CDM.

Entre as principais publicações virtuais estão os especiais construídos por ocasião dos 30 anos de falecimento de Octávio Brandão, dos 85 anos de A Classe Operária, dos 40 anos da União da Juventude Patriótica (UJP), dos 8 anos de falecimento de João Amazonas, dos 60 anos da prisão de Elisa Branco na luta contra a Guerra da Coreia, dos 75 anos do levante da Aliança Nacional Libertadora e dos 38 anos da Guerrilha do Araguaia. Lá também pode ser encontrado o primeiro programa de TV do PCdoB, ido ao ar em 1985.

Nos dois últimos anos o CDM começa a se constituir em referência e fonte de informações para pesquisadores da história política brasileira. Várias publicações e audiovisuais produzidos recentemente utilizam materiais sob a guarda do Centro.

Fórum de Memória
Com o intuito impulsionar o trabalho de reconstrução da memória dos comunistas, o CDM constituiu seu Fórum de Memória. Este funcionará como órgão consultivo e espaço de militância e debate em torno da memória dos comunistas e da esquerda brasileira, sem exclusivismo e sectarismo. Ajudará a pensar as futuras linhas de pesquisas sobre temas vinculados a essa história. O Fórum funcionará por meio de reuniões presenciais, nacionais ou regionais, utilizando-se dos meios virtuais para envolver interessados de todo o país. Para saber mais sobre o Centro acesse http://grabois.org.br/portal/cdm.