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Para entender como agem os 'abutres' contra economias vulneráveis

Carta Maior Publicado em 08.08.2014

Entenda a ação dos abutres na economia: quem são, como combatê-los, os danos que a Argentina tem sofrido e quais são seus planos para o Brasil.

Os Abutres isolados do mundo

O reconhecimento internacional para a Argentina nos anos 90 vinha pela direita. Agora, não deixa de chamar atenção que o país obtenha apoio de parte de alguns símbolos desses setores, como o editorialista estrela do Financial Times ou a própria Anne Krueger, outrora número dois do FMI em 2001. A lista de países e instituições que apoiam a posição do governo de Cristina Kirchner é impactante.

Um gol de placa contra os abutres

Uruguai e Brasil apresentaram na OEA uma proposta de resolução à favor da Argentina. Seguido pelos demais países da América Latina, o texto foi aprovado em reunião de chanceleres da Organização, ocorrida na semana passada. A condenação dos fundos abutres, decidida na ocasião, também exorta à negociação da dívida soberana argentina. Por José Renato Vieira Martins.

Xô, abutres! Sobre um encontro histórico

Nos últimos 200 anos nunca estivemos tão próximos de reverter a dependência financeira que historicamente caracterizou a região. O chega pra lá nos abutres é uma prova disso, e foi acompanhado de críticas ao FMI e apoio a criação do Banco do Brics. Futuramente este encontro será estudado como um dos acontecimentos que deu origem a nova ordem financeira mundial.

Os planos dos abutres para o Brasil

O objetivo comum dos abutres e de outras aves de rapina, na política e na economia, é especular, patrocinando o pior dos mundos. Para isso, se faz necessário piorar expectativas, criar cenários catastróficos, desmoralizar autoridades econômicas cuja política econômica não lhes presta reverência, e também demonizar quem se coloca como adversário em seu caminho.

A Argentina, a crise do capitalismo e o nó górdio

A crise financeira de 2008 expôs a enorme concentração da riqueza e a crescente desigualdade social nos países centrais, fomentando um incipiente debate intelectual e político sobre os mitos do capitalismo. De outro lado, esta crise global evidenciou a relação que existe entre a estrutura de poder mundial e a que predomina, por exemplo, na Argentina.

O jornalismo abutre

Em editorial contra a Argentina, O Globo passa recibo de um estreitamento ideológico que consolida  a sua desqualificação como mediador do debate ecumênico que o Brasil precisa fazer para repactuar as bases do seu  desenvolvimento. Artigo sobre o mesmo tema publicado no Financial Times , pelo neoliberal assumido, Martin Wolf, eleva o jornalismo abutre brasileiro à condição  de mídia urubu-rei.