Especiais - Guerrilha do Araguaia, uma geração de armas nas mãos contra a ditadura

Guerrilheiros do Araguaia tinham vínculos com a população, diz professor

Publicado em 01.10.2009

Em entrevista ao Portal da Fundação Maurício Grabois, Romualdo Pessoa Campos Filho, mestre em História e professor de Geopolítica do Instituto de Estudos Sociambientais da Universidade Federal de Goiás (UFG), diz que os vínculos estabelecidos pelos guerrilheiros com a população eram “relações de amizades muitas delas inquebrantáveis”.

Autor do livro Guerrilha do Araguaia, a Esquerda em Armas (editado pela UFG), ele também afirma que o presidente Lula precisa determinar uma investigação séria sobre o resultado da repressão à Guerrilha no começo dos anos 70. Para ele, os crimes praticados no período militar ceifaram vidas importantes, personagens que seguramente estariam se destacando nos dias atuais na luta política democrática.

Ao comentar a versão dos repressores de que dirigentes da Guerrilha “abandonaram” a região dos combates, enfatiza ser comum, em toda ação repressiva, a tentativa de desqualificar as lideranças de qualquer movimento revolucionário. Sobre o comandante da Guerrilha, Maurício Grabois, diz que ele era um dirigente muito respeitado e bastante ponderado nas relações com seus comandados.