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Em defesa da democracia, fundações definem agenda

Adalberto Monteiro Publicado em 07.11.2018

Na tarde desta terça-feira (6/11), representantes da fundações partidárias se reuniram em Brasília (DF), na sede da Fundação João Mangabeira (PSB), para realizar uma sucinta avaliação do resultado das eleições de 2018 e apontar perspectivas para o próximo ano.

Com a vitória de Jair Bolsonaro para a presidência da república, os representantes da Fundação Lauro Campos (PSOL), João Mangabeira (PSB), Leonel Brizola – Alberto Pasqualini (PDT), Maurício Grabois (PCdoB), da Ordem Social (PROS) e Perseu Abramo (PT) discutiram o significado desse resultado. Houve convergência de que o governo de Bolsonaro é uma ameaça a democracia, às liberdade e aos  direitos.

Ficou aprovado para 10 de dezembro, na sede da Fundação Maurício Grabois, que haverá nova reunião dessas entidades para examinar projetos comuns de atuação para o ano de 2019. Ficou indicado para a segunda quinzena de janeiro de 2019 a realização de uma oficina para aprofundar a análise do significado do novo governo e traçar caminhos mais eficazes para empreender a oposição ao novo governo.

O grupo conversou, também, sobre a construção de uma frente de enfrentamento às reformas e medidas impopulares no Congresso Nacional, por meio dos parlamentares eleitos de cada partido, tendo como prioridade a Reforma da Previdência, que, ao que tudo indica, pode entrar em pauta ainda esse ano, senão no início do próximo governo. A ideia é criar uma agenda parlamentar em defesa dos direitos, da democracia e da liberdade.

O presidente da Fundação Maurício Grabois, Renato Rabelo, enalteceu o trabalho do conjunto das fundações no período pré-eleitoral, quando foram lançados dois manifestos com um conjunto de propostas progressistas para contribuir para  a unidade do campo democrático, tais como a formação de uma frente parlamentar democrática.

Renato disse ainda que se instaurou uma nova situação política no país, “adversa e perigosa”, em virtude do conteúdo autoritário do governo eleito. Mais do que nunca, ele considera importante o trabalho das fundações para subsidiar seus respectivo partidos e a frente democrática na nova fase.

O grupo decidiu, ainda, que cada fundação partidária deve elaborar um documento de análise de conjuntura para ser discutido na próxima reunião das fundações, ainda em dezembro deste ano.