Resenhas

Luciano Rezende lança livro sobre rumos da ciência nos Governos Lula e Dilma

Cezar Xavier Publicado em 15.05.2018

No livro Com Ciência & Política, o professor da Universidade Federal de Viçosa (MG) discute a importância da ciência, tecnologia e inovação para o desenvolvimento de uma nação, apontando as políticas implementadas para estimular o setor no Brasil. Com prefácio de Aldo Rebelo e orelha de Olival Freire Júnior.

O livro Com Ciência & Política – Apontamentos sobre a ciência nacional nos governos Lula e Dilma e a disputa política na definição de seu rumo estratégico, de autoria de Luciano Rezende Moreira, professor da Universidade Federal de Viçosa (UFV), reúne uma série de textos refletindo sobre os dilemas e desafios da política em  ciência, tecnologia e inovação nos últimos anos. São textos curtos, que podem ser lidos como uma série de comentários sobre a ciência brasileira, escritos por um ativo participante da produção científica.

Segundo Olival Freire Júnior, Luciano oferece uma série de análises e comentários que tornam as idas e vindas do protagonismo da ciência no Brasil ainda mais vivas. “Não deixa de ser uma nota trágica que estes ensaios tenham sido escritos, em sua maioria, em um contexto de crescimento do apoio à ciência e tecnologia no brasil, e que sejam publicados em um momento de decréscimo acentuado do mesmo apoio, inclusive como o simbolismo da extinção do Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação, hoje subordinado à dinâmica das atividades no âmbito das Comunicações”, lamenta o historiador da ciência.

No prefácio, Rebelo, por sua vez, considera o livro de Rezende uma viagem apaixonada pelo universo da ciência e da política, além das inevitáveis conexões possíveis e necessárias a partir destas duas disciplinas. “A paixão que ilumina o raciocínio e o pensamento é a mesma, porém, que disputa com a razão um sensível equilíbrio a cada julgamento”.

Em sua opinião, Luciano é adepto de uma ciência de forte identidade com os interesses nacionais. “Daí porque fustiga à direita e à esquerda, ora o egoísta interesse de classe, ora o sectarismo não menos interesseiro de corporações públicas e privadas dispostas a tudo por seus privilégios”, analisa no prefácio.