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A cineasta Maria Augusta Ramos discute o filme 'O Processo'

Rede TVT Publicado em 15.05.2018

O programa 'Entre Vistas', da TVT, traz a diretora do documentário que retrata os bastidores do impeachment da presidenta Dilma Rousseff para uma conversa com Juca Kfouri.

Longa escancara o teor farsesco do impeachment contra Dilma

São Paulo – O jornalista Juca Kfouri recebeu, no Café dos Bancários, a cineasta Maria Augusta Ramos para o programa Entre Vistas, da TVT. Durante a conversa, que vai ao ar hoje (15), às 21h, ela fala a respeito dos bastidores do longa O Processo. Bem recebido no circuito cinematográfico internacional, o documentário foi aplaudido no Festival de Berlim e venceu o prêmio de melhor longa-metragem internacional no Festival Documenta Madri, na Espanha, além de ter sido escolhido como melhor longa-metragem pelo público e pelo Júri Silvestre no festival de cinema português IndieLisboa.

O Processo (2018) estreia nas salas de cinema do país nesta quinta-feira (17). Por meio de linguagem documental, a diretora traz influências do cinema de ficção para retratar personagens reais deste momento histórico do país. "Aprendi vendo muitos filmes documentários e também ficções", afirma. 

Formada em academias de cinema da Holanda, Maria Augusta Ramos afirma ter trabalhado para realizar uma obra mais razoável possível dentro de um universo recheado de absurdos. "Lutei para não banalizar. No momento em que filmo, filmo tudo e me livro de preconceitos", disse, concordando que, em sua avaliação, o processo foi farsesco, um golpe contra a presidenta eleita em 2014, Dilma Rousseff (PT).

"Houve uma preocupação em desconstruir uma ideia hegemônica", disse sobre a ilusão de que o processo fosse parte de um processo democrático. "Para isso, foi importante não ser sensacionalista e trazer argumentos dos dois lados de forma cristalina", disse. Além de falar sobre o filme, a cineasta também analisou a atual conjuntura política.

 Assista a partir das 21h desta terça (15):