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UNE: uma página perdida da história

Augusto Buonicore Publicado em 17.07.2018

O Congresso da UNE realizado em 1971, na mais dura clandestinidade, foi esquecido até mesmo por seus dirigentes quando da reconstrução em 1979, só sendo reconhecido em 2009. Uma justa homenagem a dirigentes que ergueram a bandeira da entidade estudantil no período mais sombrio da ditadura. Parte deles foi assassinada, a exemplo de Honestino Guimarães, Umberto Câmara Neto, José Carlos da Mata Machado, Gildo Lacerda e Helenira Rezende. Outros conheceriam o cárcere, a tortura e o exílio.

A Honestino, Helenira, Umberto, Gildo e Mata Machado – Mártires da juventude e do povo brasileiro.

A título de apresentação

Quando José Serra discursou, na abertura do congresso de reconstrução da União Nacional dos Estudantes (UNE) em 1979 na cidade de Salvador, a este se referiu como 31º Congresso. A partir de então, a grande maioria dos autores passou a fazer o mesmo. Considerava-se o inconcluso congresso de Ibiúna (1968) como o último realizado. Esqueceram, no entanto, outro com mesma numeração. Tive a honra de ter contribuído para correção dessa injustiça histórica.

Em 2008 escrevi sobre isso um pequeno artigo, intitulado UNE: uma página esquecida da história, publicado no Portal Vermelho. O texto resgatava a luta daquela entidade pós-AI-5 (Ato Institucional número 5) e relembrava a existência de um 31º Congresso, realizado em 1971 na mais dura clandestinidade. Baseado nessa informação, o 51º Congresso da UNE, em 2009, aprovou por aclamação o reconhecimento daquele encontro estudantil perdido na história. Uma justa homenagem àqueles dirigentes que buscaram manter erguida a bandeira da entidade máxima dos universitários no período mais sombrio da ditadura militar. Parte deles foi assassinada, a exemplo de Honestino Monteiro Guimarães, Umberto Albuquerque Câmara Neto, José Carlos da Mata Machado, Gildo Macedo Lacerda e Helenira Rezende. Outros conheceriam o cárcere, a tortura e o exílio. 

A UNE após o Ato Institucional número 5

 
Jean Marc von der Weid, presidente da UNE, durante entrevista coletiva em 1968

Como já vimos em artigos anteriores, após o AI-5 o movimento estudantil entrou numa fase de refluxo, mas não deixou de existir. Ainda em abril de 1969, realizou-se uma plenária nacional – considerada por todos como legítima continuadora do 30º Congresso da UNE. Nela se elegeu uma nova direção, na qual Jean Marc von der Weid (da Ação Popular – AP) era o presidente. Ao contrário da gestão anterior – composta pelas principais correntes de esquerda, excluído o PCdoB –, essa era uma composição envolvendo apenas militantes da AP e do PCdoB.

Na chapa vitoriosa, representavam a AP Jean Marc (SP), Honestino Monteiro Guimarães (DF), Valdo Silva (MG), Umberto Albuquerque Câmara Neto (PE), José Carlos da Mata Machado (MG), Doralina Rodrigues de Carvalho (MG). E o PCdoB, João de Paula Monteiro Ferreira (CE), Helenira Rezende de Souza Nazareth (SP), Ronald de Oliveira Rocha (RJ) e Aurélio Miguel Pinto Dórea (BA).

 
Honestino Guimarães fala em reunião

Um segundo Conselho Nacional da UNE realizou-se em julho numa fazenda na Baixada Fluminense. Ali se fizeram as primeiras alterações na composição da diretoria da entidade, com substituições de diretores que haviam sido presos. Na ocasião saiu João de Paula, preso no Paraná, e ingressou José Genoíno. Da AP, ingressaria Gildo Macedo Lacerda.

Aquele Conselho da UNE não chegou ao seu final porque se soube da ocorrência de uma operação antiguerrilha na região, e os delegados, por segurança, tiveram que desmontar o encontro e fugir. Por sorte, dessa vez, ninguém foi preso. Segundo alguns dos participantes, estiveram presentes ali cerca de setenta delegados, representando a maioria dos estados brasileiros. Um número expressivo tendo em vista o clima de repressão reinante depois do AI-5.

Ser dirigente de uma entidade estudantil naquela época implicava graves riscos, inclusive de morte. Em 1º de setembro de 1969, Jean Marc foi preso e torturado. Só seria libertado em janeiro de 1971, quando 70 presos políticos foram trocados pelo embaixador suíço, capturado por grupos revolucionários. Dos diretores desta gestão, apenas Doralina escapou de ser presa, torturada ou morta. Contudo, amargou um longo período de clandestinidade e exílio interno.

Depois de um breve impasse sobre como se daria a substituição de Jean Marc – inclusive, se deveria ser substituído ou mantido simbolicamente na presidência –, foi decidido que Honestino Guimarães assumiria o cargo vago. Honestino era um dos principais líderes da AP e muito querido entre os estudantes que o conheciam.

Logo em fevereiro de 1969, antes mesmo da plenária nacional citada acima, a ditadura aprovou o famigerado Decreto-Lei 477, pelo qual os líderes estudantis, considerados perigosos à ordem pública, ficavam proibidos de se matricular em qualquer estabelecimento de ensino durante três anos. Nova onda de cassações também atingiu o corpo docente. Os centros acadêmicos livres foram fechados e substituídos por entidades atreladas à direção das escolas. Aquele decreto foi o AI-5 da educação.

A diretoria da UNE assumiu a linha de frente do combate a esse decreto fascista, organizando várias manifestações. Após a prisão de Jean Marc – e a divulgação de sua carta-denúncia –, recrudesceu a campanha nacional contra os crimes da ditadura e pela libertação dos presos políticos.

Um dos atos mais ousados – e temerários – dessa gestão foi a greve com ocupação da Faculdade de Filosofia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde o PCdoB tinha força. Era uma resposta à tentativa da ditadura de fechar a instituição. Ocorreram choques violentos com a polícia política e, no final, centenas de estudantes foram presos. Por isso, alguns participantes afirmaram que a forma de luta encontrada não se adequava ao momento de refluxo vivido pelo movimento. Ela teria criado as condições para o esmagamento e isolamento da vanguarda estudantil na Guanabara.

De fato, a maioria das correntes de esquerda – incluindo o PCdoB e a AP – não havia avaliado adequadamente a nova correlação de forças aberta no final de 1968. Via a decretação do AI-5 como um sinal de fraqueza e isolamento do regime militar. Acreditava na existência de condições para a retomada do movimento de massas no mesmo patamar do período anterior. Um grave erro, responsável por várias derrotas. Os reduzidos espaços de liberdade ainda existentes dentro de algumas poucas escolas acabariam nos meses seguintes.

Um marco importante do movimento estudantil foi a realização de protestos contra a visita do secretário de Estado norte-americano Nelson Rockfeller. Não conseguiu se reunir o mesmo número de pessoas das grandes manifestações do ano anterior, quando o movimento estava no auge, mas não fez feio. Jean Marc afirmou que cerca de 30% das faculdades paralisaram durante dois dias. O fato representou uma derrota para o governo militar, que se gabava de ter acabado com as entidades estudantis.

 
Ronald Rocha discursa em comício relâmpago contra o bomdardeio ao Camboja em 1970

Os conselhos da UNE continuaram se reunindo clandestinamente – sob uma ditadura cada vez mais violenta. Houve encontros no início de 1970 e no mês de julho na cidade de Salvador. Neste ano sombrio, chegaram a ocorrer comícios-relâmpagos denunciando os bombardeios criminosos realizados pelo imperialismo estadunidense sobre o povo do Vietnã e do Camboja. A UNE também participou da campanha pelo voto nulo e contra a farsa eleitoral da ditadura.

Os diretores das entidades gerais – cercados por um esquema de segurança – apareciam de surpresa nas assembleias e reuniões nas escolas. Falavam e rapidamente sumiam pelos corredores. Uma de suas principais atividades consistia em distribuir o jornal Movimento, órgão oficial da UNE. Foi a forma encontrada de dizer aos seus algozes: “Estamos vivos!”.

Esta gestão da UNE (1969-1971), presidida por Jean Marc e Honestino Guimarães, travou uma luta heroica para manter minimamente organizado o movimento estudantil num dos períodos mais difíceis da história brasileira. O Brasil tinha saído de uma “ditadura envergonhada” e ingressado numa “ditadura escancarada”. A quase totalidade dos dirigentes estudantis nacionais acabou sendo presa e barbaramente torturada. Vários deles foram assassinados e até hoje seus corpos se encontram desaparecidos. Esse foi o preço pago para manter tremulando a bandeira da UNE e da resistência democrática e popular no Brasil.

Antes mesmo de terminar a gestão, Helenira Rezende e José Genoíno foram deslocados por seu partido à região do Araguaia, onde se preparava o desencadeamento da guerrilha rural. Helenira morreria em combate, Genoino seria preso e torturado. João de Paula, depois de uma passagem pela base de apoio à guerrilha no Vale do Ribeira (SP), rumou para o exílio com sua companheira.

Muitos autores encararam que esses deslocamentos para o campo teriam representado um abandono dos movimentos sociais urbanos pela direção do PCdoB, como se a grande maioria de seus quadros tivesse sido deslocada para o trabalho de preparação da guerrilha rural. Esta ideia, no fundamental, é falsa. O Partido continuou atuando no que existia de movimento social organizado. Mesmo nos períodos mais duros, houve renovação de seus quadros juvenis. A União da Juventude Patriótica (UJP) no Rio de Janeiro e o Movimento de Resistência Popular (MRP) em São Paulo – ambos organizados pelo PCdoB entre 1971 e 1973 – são provas disso.

O Congresso e a diretoria que desapareceram

Quando José Serra discursou na abertura do congresso de reconstrução da UNE em 1979, a ele se referiu como 31º Congresso. A partir de então, a grande maioria dos autores passou a fazer o mesmo. Esqueceram, no entanto, que já havia ocorrido outro congresso com a mesma numeração. Para sermos justos, devemos dizer que uma das poucas exceções à regra foi o livro História da UNE, organizado por Nilton Santos e publicado em 1979. Nele consta a realização daquele Congresso e, inclusive, publicada uma entrevista com um dos diretores eleitos ali: Neuton Miranda.

O 31º Congresso original realizou-se entre setembro e outubro de 1971. Foi nele que Honestino Guimarães se reelegeu para a presidência da entidade. Aquela reunião – como todas naquela época – deu-se na mais dura clandestinidade e com a participação de poucos delegados, eleitos em encontros estaduais e regionais. Neuton Miranda afirmou: “Impossibilitados de realizarmos grandes reuniões, com ampla participação, a realização desse congresso envolveu várias fases que iam desde a retirada dos delegados por escola à realização de reuniões por estado, às regionais e por último uma reunião nacional. Esse processo durou vários meses, tendo começado ainda em 1970”.

Tudo se iniciava nos cursos em reuniões convocadas pelos Diretórios Acadêmicos, segundo as condições de segurança de cada universidade. Não existem dados exatos sobre a quantidade de estudantes participantes dessas reuniões. Acredita-se que tenha sido 200 o número dos eleitos na base. Esses, por sua vez, se reuniram em conselhos estaduais ou regionais: um na região Norte (realizado no Pará), três no Nordeste (em sedes na Bahia, em Pernambuco e Ceará), no Sul (com sede no Rio Grande do Sul), Minas Gerais, Rio de Janeiro (possivelmente abarcando o Espírito Santo), São Paulo e Brasília (possivelmente abarcando o Centro-Oeste). Segundo Ronald Rocha, que nos forneceu estas informações, apenas Minas Gerais elegeu 40 delegados, e Rio de Janeiro 20. Delegados eleitos para os encontros estaduais ou regionais e não nacional.

Esses fóruns indicavam os representantes para participar do 31º Congresso da UNE, numa proporção de um por estado. O indicado já levava a posição do encontro regional e, possivelmente, os votos para composição da nova diretoria. A plenária final deu-se no Rio de Janeiro e teve a participação de algumas poucas dezenas de estudantes. Foi, de fato, um congresso da vanguarda estudantil e não um encontro de massas, como havia sido o de Ibiúna. Um congresso realizado nas condições que a conjuntura, marcada por uma dura repressão, permitia.

Foi o processo mais amplo – e mais democrático – que se poderia realizar naquele momento. Por isso, ele foi reconhecido pelos poucos resistentes ainda atuantes no movimento estudantil. O jornal A Classe Operária, órgão oficial do PCdoB, assim anunciou o evento: “A realização vitoriosa do 31º Congresso da UNE significa novo estímulo à luta das forças patrióticas e populares. Comprova que é possível e indispensável, mesmo sob o tacão dos militares fascistas, realizar a luta pelos interesses das massas e que a juventude estudiosa poderá cumprir com sucesso sua missão de impulsionadora da revolução popular”. O Congresso, além da nova diretoria, aprovou uma Carta Aberta aos estudantes brasileiros.

Naqueles anos, a correlação de forças entre o PCdoB e a AP se equilibrou, chegando mesmo a primeira organização a levar uma pequena vantagem numérica nos fóruns estaduais e na plenária final do 31º Congresso. Um acordo firmado anteriormente garantiu à AP que se mantivesse na presidência da entidade, e o nome escolhido por consenso foi o de Honestino Guimarães. Este já era o presidente, pois havia substituído Jean Marc após a sua prisão em 1969.

O PCdoB, por sua vez, ficou com a maioria dos cargos na diretoria. Elegeu Ronald Oliveira Rocha (RJ), Marco Aurélio Lisboa (MG), José Francisco dos Santos Rufino (CE), Maria Emília Monteiro Teixeira (BA), Jorge Paiva (SP) e Luís Oscar Donat Matzembacher (RS). A AP indicou Honestino Guimarães (DF), Umberto Câmara (PE), Neuton Miranda (MG), Alírio Guerra (RN) e Pedro Calmon (RS). Como podemos notar, ocorreu uma renovação significativa de dirigentes, especialmente entre os comunistas. Algo que só poderia ser o resultado do fruto de trabalho político nas escolas.

A principal argumentação para o não reconhecimento daquele congresso pelas demais correntes de esquerda apareceu no próprio livro organizado por Nilton Santos. Nele se afirma não ter sido reconhecido “devido à sua pouca representatividade e às condições nas quais se realizou”. Outros tentaram remediar a situação, afirmando que o Congresso de Reconstrução (1979) foi uma continuação do Congresso de 1971. Por isso teria o mesmo número. O problema é que – ao contrário do que aconteceu com o Congresso de Ibiúna – o 31º se reuniu, aprovou uma carta-programa e elegeu uma diretoria.

Rebatendo os que negam o reconhecimento do congresso de 1971, Ronald Rocha declarou: “o argumento é inaceitável, uma vez que significaria imputar ao movimento estudantil e à sua entidade máxima a responsabilidade pelas situações e os limites impostos pelo terrorismo de Estado (...), seria deslocar o conceito de representatividade de suas condições histórico-sociais de existência”. Posição com a qual estou de acordo. Não cabe a nós – passados quase 40 anos – questionarmos a representatividade e a decisão soberana daqueles jovens combativos que colocaram suas vidas em risco para manter a entidade de pé.

Esta última gestão trabalhou numa conjuntura ainda mais difícil que a anterior. Neuton Miranda descreveu a situação na qual atuavam: “Logo nos primeiros meses, quase a metade da diretoria foi presa e submetida às mais bárbaras torturas, o que dificultou em muito o nosso trabalho. O movimento de massas que havia nessa ocasião não era suficientemente forte para permitir que atuássemos abertamente, participando de reuniões, assembleias e outras manifestações estudantis, em nome da UNE, como ocorria até 1968”. Eles tentaram, mas não conseguiram romper o cerco ditatorial e pagaram um alto preço por isso.

A UNE, ao lado das entidades de base, realizou atividades comemorativas ao cinquentenário da Semana de Arte Moderna. Era o que dava para fazer naquelas condições de completa falta de liberdade. Em novembro, 11 mil estudantes da USP, em plebiscito, disseram não ao ensino pago. O ministro-coronel Jarbas Passarinho chegou a falar em “conluio da esquerda radical e a classe rica”. O nome da UNE ainda circulava de boca em boca nos corredores das universidades, embora não se pudesse conhecer mais a fisionomia de seus dirigentes.

No mês de março de 1973, o estudante da USP Alexandre Vannucchi Leme foi preso e brutalmente assassinado. Houve uma grande comoção nas universidades paulistas. Manifestações foram realizadas e a missa em sua memória transformou-se num ato de protesto contra a brutalidade do regime. Este possivelmente tenha sido o último acontecimento expressivo do qual a UNE clandestina, mortalmente ferida, participou.

Aquela gestão heroica resistiu até o final 1973, quando, finalmente, foi destroçada pela repressão. Honestino Guimarães, Umberto Câmara, José Carlos Mata Machado e Gildo Macedo Lacerda foram presos, torturados e mortos. Eram os principais dirigentes estudantis da AP-ML ainda em atividade. Ronald Rocha havia caído preso ainda em 1972. Neuton Miranda – membro da AP que mais tarde ingressaria no PCdoB – entrou na dura clandestinidade em 1971 e, no ano seguinte, acabou sendo condenado à revelia a dois anos de prisão. Continuou na direção da UNE até o fim.

Numa entrevista, Ronald Rocha afirmou: “Nunca, porém, tomamos a decisão de cerrar as portas da entidade ou renunciar aos mandatos. Estou convencido de que essa atitude de resistência, sem capitulação e sem derrota definitiva, facilitou a reorganização da entidade máxima dos estudantes brasileiros alguns anos depois, sem uma lacuna abissal que liquidasse a tradição e a memória coletivas”. Mesmo depois do seu desmantelamento, nos muros das universidades mutiladas, ainda podia-se ler: “A UNE SOMOS NÓS!”.

 

“Não existem linotipos?

Não existem rotativas?

Que importa, meu companheiro?

Há sempre uma mão altiva

pegando um giz ou pincel.

E há muros pela cidade

se nos negarem papel”.

 

“Isso é história, companheiro.

História que tu escreveste

à margem das linotipos,

à margem da rotativa

e das tiras de papel.

História que tu escreveste

tendo ideal, mão altiva,

toco de giz ou pincel”.

(Poema O povo escreve a história nas paredes, do comunista Mário Lago).

 

Agradeço especialmente a Ronald Rocha e Neuton Miranda (1948-2010), ex-diretores da UNE, pelas entrevistas concedidas.

 

* Augusto Buonicore é historiador, mestre em Ciência Política pela Unicamp e diretor de publicações da Fundação Maurício Grabois. E autor dos livros Marxismo, história e a revolução brasileira; Meu Verbo é Lutar: a vida e o pensamento de João Amazonas; e Linhas Vermelhas: marxismo e os dilemas da revolução, publicados pela Fundação Maurício Grabois e Editora Anita Garibaldi.

  

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