Perpetuaram tua imagem, medo,
em nossos olhos
e fizeram-te pouso
de muitas histórias.

Caminharam por nossos pastos
e nossas vidas
como donos de tudo –
e de tudo fizeram comércio
e de tudo fizeram morada de castigo
e iniqüidade.

Dormimos.

Mas hoje sabemos
que despertar faz parte da história
que todos nós, um pouco, escrevemos.

Voltamos!

E, com nossos corpos, feitos
em um único peso,
feitos em jorro de água,
rompemos as amarras de um tempo velho
– e instamos um novo a amanhecer!