Quanto pode esperar aquele que há séculos espera? Como dizer à fome que aguarde o tempo em que pão e carne a extinguirão? O que dizer ao menino, há décadas sem escola, ou ao ancião, que nunca experimentou o descanso, senão o da cova? Quem explicará à mãe que é necessário que se desempregue mais um de seus filhos? Em que razão encontrar apoio para fundamentar a morte e a prostituição de adolescentes por mais alguns anos? Alguém será capaz de justificar a alegria dos banqueiros em tempos de tanta amargura para os muitos que habitam sertões e favelas? E nossa capital – quem poderá traduzir à presente geração que ela continue a se chamar Washington?
Questões
Quanto pode esperar aquele que há séculos espera? Como dizer à fome que aguarde o tempo em que pão e carne a extinguirão? O que dizer ao menino, há décadas sem escola, ou ao ancião, que nunca experimentou o descanso, senão o da cova? Quem explicará à mãe que é necessário que se desempregue […]
POR: Elder Vieira
∙ ∙1 min de leitura
Notícias Relacionadas
-
Lembranças do 14 de março: Karl Marx e Marielle Franco
Reflexão histórica sobre a data 14 de março conecta pensamento revolucionário e militância popular em torno das lutas sociais.
-
Guerra como saída do capital financeirizado para suas crises estruturais
Ataques ordenados por Trump revelam a ofensiva rentista global e recolocam na agenda a convergência dos povos contra a dominação imperial
-
EUA escalam guerra contra o Irã por petróleo, gás e minerais estratégicos
Ataques são parte de estratégia geopolítica para preservar hegemonia global e controle de recursos estratégicos para o desenvolvimento tecnológico
-
China e a transição global: o sentido estratégico da coletiva de Wang Yi
Aos jornalistas, o chanceler chinês expõe a leitura de Pequim sobre a reorganização internacional diante da persistência da lógica hegemonista e da emergência de uma ordem multipolar
-
Guerra ao Irã sob lógica religiosa de EUA e Israel
O que há de mais reacionário no Velho Testamento se transforma em uma política externa baseada no "olho por olho, dente por dente"
-
O campo popular diante da questão agrícola brasileira
Central na disputa pela terra, a esquerda avançou menos na formulação de um projeto produtivo capaz de enfrentar desigualdades e reorganizar o trabalho no campo