O ex-presidente brasileiro Luis Inácio Lula da Silva disse, no XVII Foro de São Paulo que se realiza na Nicarágua, que a esquerda tem feito grandes progressos desde que a entidade foi fundado, em 1990. Segundo ele, o povo latino-americano "não pode esquecer a importância de nossas realizações".

Ele ressaltou que na América Latina existe um “furacão de democracia”, considerando que, até recentemente, não se acreditava que a esquerda chegasse ao poder. Lula disse, referindo-se à Nicarágua, que a Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN), liderada pelo presidente Daniel Ortega, "é a mais viva força democrática, que evoluiu" no hemisfério. Disse também que deve ficar claro que a força da América Latina está na qualidade dos seus governos.

Ele pediu que as pessoas atuem com prudência para eleger governos que trabalham para os pobres. O ex-presidente brasileiro observou que a esquerda tem provado ser capaz de governar com "mais competência" do que a direita na América Latina, mas existe a necessidade de reforçar a sua organização e de alianças para ganhar novas eleições. "Temos comprovado que a esquerda governa com mais competência do que a direita", afirmou.

Lula ressaltou, no entanto, ser necessário promover "uma discussão mais aprofundada" sobre o desenvolvimento das forças de esquerda, para "fortalecer os partidos, as alianças". Há 20 anos, afirmou, era difícil imaginar que um dia "um índio" como Evo Morales na Bolívia conquistaria o poder, ou que a esquerda levaria a Argentina e o Brasil a ter uma economia em progresso. Lula também disseque o Partido Comunista de Cuba (PCC) foi fundamental para construir a unidade da esquerda latino-americana.