Afrodescendentes cubanos: caminhos vencidos e outros por andar
Nesse contexto intelectuais cubanos darão início hoje ao seminário "Cuba e os povos afrodescendentes na América" onde se debaterá sobre o tema fazendo ênfases no caminho percorrido e as metas que ainda devem ser alacançadas.
O encontro acadêmico-que se efetuará no Instituto Cubano de Investigação Cultural Juan Marinello desta capital- contará com a presença de membros do Sistema de Nações Unidas e palestrantes dos Estados Unidos, Porto Rico, Brasil e Uruguai, além de estar prevista a intervenção do ator norte-americano Danny Glover. Desde o início do processo revolucionário cubano, o respeito pelos direitos é uma constante que, entre outras aristas, busca deixar atrás os vestígios de marginalização, já seja em matéria de gênero, racial ou geracional.
De acordo com a Constituição da República "todos os cidadãos gozam de iguais direitos e estão sujeitos a iguais deveres". Com este princípio edificou-se uma nova Cuba afastada dos preceitos neocoloniais que marcavam abismais diferenças sociais.
O artigo 43 da Carta Magna contribuiu a materializar os esforços do governo por garantir o acesso, segundo méritos e capacidades, a todos os cargos e empregos do Estado, da Administração Pública e da produção e prestação de serviços.
Agora existe o direito de todos a desfrutar do ensino nas instituições docentes do país, "perceber um salário igual por trabalho igual", e de apresentar algum padecimento receber assistência em qualquer instituição do sistema de saúde pública.
Tais elementos propostos na Carta Magna e outras medidas governamentais inclusivas estiveram encaminhadas a anular as brechas sociais e extirpar males como a discriminação de gênero e racial.
Como parte das contínuas campanhas contra Cuba do exterior, o tema racial se esgrime com dissimiles argumentos sem tomar nunca em conta os avanços atingidos nesse sentido.
A Revolução Cubana encontrou em 1959 uma situação desesperada na maioria da população, e os afrodescendentes estavam entre as mais sofridas vítimas do modelo neocolonial imperante.
Este segmento -com grande peso na formação da cultura e identidade nacional – beneficiou-se de imediato com as políticas e programas para erradicar dita forma de exclusão.
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Fonte: Prensa Latina