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    Comunicação

    Amor embalado no freezer

    Amor embalado no freezer   Outono chegou. A estação me faz introspectar. Gosto do outono, junto com as folhas que cobrem o chão, abro as cobertas sobre meu corpo frio e vou caindo em mim, sobre as peças que a vida vai pregando, algumas sem nexo, outras cheias de razão. Resta um tronco pelado, em […]

    POR: Redação

    2 min de leitura

    Amor embalado no freezer

     


    Outono chegou. A estação me faz introspectar. Gosto do outono, junto com as folhas que cobrem o chão, abro as cobertas sobre meu corpo frio e vou caindo em mim, sobre as peças que a vida vai pregando, algumas sem nexo, outras cheias de razão.

    Resta um tronco pelado, em pé, galhos em riste e cheios de seiva endurecida pelo inverno anunciado.

    Raízes enterradas em cimento trincado. Um coração barulhento sussurra no ouvido [numa toada forte] que é preciso esperar…esperar…esperar.

    Não sei se haverá esse tempo de esperar que meu amor desacelere dentro de mim. Amor deteriora pelo tempo? Vou colocá-lo [o tempo e o amor] embalado no freezer, como se faz com o alimento que não vamos consumir. Vou guardá-lo num saco de supermercado, ecológico, que se diz auto-desmanchável, ou enrolado em papel alumínio, à vácuo.

    Protegido? O prazo de validade desse amor não vem estampado em lugar algum, será preciso esperar… esperar… e esperar. Um teste de quanto dura, e de quanto é duro entender outros corações.

    O meu, anda estranhado, cantando canções em grego.

     

     

    Eliana Ada Gasparini – fonte : http://coisasdeada.blogspot.com

     

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