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    Comunicação

    SOU NÓMADA E BASTA-ME

    SOU NÓMADA E BASTA-ME   Sou nómada e basta-me Beber a água que vem da montanha E olhar a mica do céu onde se reflectem As mutações da Coisa — o pó Que nela pousa. A teia do conhecimento Está podre e não vou Deitar-me nela. Escrevo porque sou um arco Que vai acumulando alguns […]

    POR: Redação

    1 min de leitura

    SOU NÓMADA E BASTA-ME

     


    Sou nómada e basta-me
    Beber a água que vem da montanha
    E olhar a mica do céu onde se reflectem
    As mutações da Coisa — o pó
    Que nela pousa. A teia do conhecimento
    Está podre e não vou
    Deitar-me nela. Escrevo porque sou um arco
    Que vai acumulando alguns restos
    Alguma dor algum vento perfumado
    E subitamente dispara. Cinza. Palavras
    Que não têm deuses nem brilho nem nada.

     

    Casimiro de Brito – fonte :  http://poesiaemartini.blogspot.com.br