Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A tentativa de golpe perpetrada por fascistas contra o governo brasileiro gerou enorme reação na esquerda global. Dirigentes partidários de esquerda em todo o mundo prestaram solidariedade ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em suas redes sociais.

Líderes comunistas, socialistas e progressistas em Portugal, França, Espanha, Chile, México, Colômbia, Inglaterra, Estados Unidos e Argentina publicaram no Twitter mensagens de apoio ao governo brasileiro.

Líder do Partido Comunista da Espanha (PCE) e ministro de Consumo do governo espanhol, Alberto Garzón relacionou o ocorrido no Brasil com a invasão do Capitólio nos Estados Unidos. “A ultradireita trumpista é um perigo global para a democracia”, disse Garzón.

Outra liderança comunista da Espanha, a ministra de Trabalho e Economia Social, Yolanda Díaz, afirmou que “uma minoria não será capaz de quebrar a vontade do povo brasileiro”.

Líder da esquerda britânica, Jeremy Corbyn entendeu que “a insurreição é um assalto contra a democracia e ao povo brasileiro”. Corbyn prestou solidariedade para Lula e para “todos que querem viver em uma sociedade livre, justa e pacífica”.

Dirigente do Partido Comunista do Chile (PCCh), Daniel Jadue pediu a punição dos culpados: “Esperamos que todos os setores políticos do país condenem este ataque a democracia. Que se investigue a fundo e sejam punidos os responsáveis”.

Principal quadro da esquerda francesa, Jean-Luc Mélenchon prestou solidariedade para a democracia brasileira e também identificou que a “extrema-direita brasileira tentou um golpe ao modo de Trump contra o novo presidente de esquerda”.

Já a deputada do Bloco de Esquerda em Portugal, Joana Mortágua, disse que o roteiro já estava escrito: “A extrema direita não suporta a democracia, ou ganha a bem ou invade a mal”. Mortágua lembrou ainda que “o governador de Brasília, responsável pela segurança, é da direita bolsonarista”.

Parlamentares nos EUA pedem que governo estadunidense expulse Bolsonaro do país

Nos Estados Unidos, o senador Bernie Sanders, líder da esquerda social-democrata estadunidense, condenou a “violência autoritária” dos golpistas brasileiros.

Outra liderança progressista nos EUA, a deputada Alexandria Ocasio-Cortez pediu que o país pare de “garantir refúgio para Bolsonaro na Flórida”. “Movimentos fascistas tentam fazer no Brasil o mesmo que fizeram nos EUA”, postou Ocasio-Cortez.

Presidentes e chefes de governos de esquerda também condenam golpe

O primeiro-ministro espanhol e líder do Partido Socialista (PSOE), Pedro Sánchez, condenou “veementemente o assalto ao Congresso brasileiro” e pediu o “retorno imediato à normalidade democrática”.

Presidente do Chile, Gabriel Boric declarou ser “um ataque covarde e vil contra a democracia no Brasil”.

Para o presidente do México, Andrés Manuel Lopez Obrador, assegurou que “Lula não está sozinho, tem o apoio das forças progressistas de seu país, do México, do continente americano e do mundo”.

O presidente colombiano Gustavo Petro disse que o “fascismo decidiu dar um golpe”. Petro defendeu ainda que “é urgente que a OEA [Organização dos Estados Americanos] se reúna se quiser continuar vivendo como uma instituição.”

Já o presidente da Argentina, Alberto Fernández, declarou estar “junto ao povo brasileiro para defender a democracia e não permitir nunca mais o regresso dos fantasmas golpistas que a direita promove”.