A Fundação Maurício Grabois deu mais um passo na consolidação de sua atuação como polo do pensamento marxista, voltado à formulação de um novo projeto nacional para o Brasil. Nesse sentido, instituiu, no último dia 23 de março, o Conselho Coordenador dos Grupos de Pesquisa (GPs), com o objetivo de organizar a articulação e ampliar o alcance das produções desenvolvidas por seus oito grupos, criados em 2024.
“Esse novo momento corresponde ao êxito do trabalho dos GPs, que agora são chamados a um novo patamar, no qual estarão ligados umbilicalmente com os atuais desafios e impasses brasileiros”, destaca o presidente da Grabois, Walter Sorrentino.
Sob a secretaria-executiva de André Tokarski, o Conselho Coordenador conta em sua formação com os nomes de Cristiano Capovilla, Diogo Santos, Flávia Calé, Sergio Barroso, Theófilo Rodrigues e Walter Sorrentino. Os GPs manterão a estrutura de coordenação já existente em cada um dos grupos.
Com a prioridade inicial a de elaboração de pesquisas para subsidiar o debate sobre a atualização programática do PCdoB, o colegiado busca fortalecer a incidência dos estudos desenvolvidos nos canais de comunicação da Grabois, em temas candentes.“Queremos estabelecer um fluxo permanente de elaboração que dê vazão e identidade à produção acadêmica, explorando o acúmulo que já temos nos grupos para incidir nos debates nacionais”, destaca Tokarski.
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Com prioridade inicial de elaboração de pesquisas para subsidiar o debate sobre a atualização programática do Partido, o colegiado busca dar mais alcance aos estudos desenvolvidos nos canais de comunicação da Grabois, em temas candentes. Para a estruturação orgânica dos oito GPs, o Conselho Coordenador realizará um recenseamento dos pesquisadores a eles vinculados e de suas respectivas pesquisas. A iniciativa busca organizar as informações internas e dar base ao acompanhamento do trabalho dos grupos.
Paralelamente, a Fundação lançou, em fevereiro, o Banco de Pesquisadores na plataforma Biroo, voltado à captação de financiamento científico – inicialmente com foco em oportunidades da FAPESP. A Grabois pretende estimular a participação dos pesquisadores nesse processo, como forma de ampliar o acesso a bolsas públicas e dar condições para o desenvolvimento dos estudos.
“Nossa intenção é avançar em camadas na institucionalidade do funcionamento dos grupos, buscando inscrevê-los em programas de fomento de forma coordenada, para que o exercício desses pesquisadores e pesquisadoras esteja alinhado com os nossos objetivos políticos de travar debates de fundo”, explica Tokarski.
Grupos de Pesquisa
Criados em julho de 2024, os grupos de pesquisa têm como objetivo a elaboração de estudos estratégicos que combinem reflexão teórica e aplicação prática. Até a criação do Conselho Coordenador, os GPs eram coordenados diretamente pela presidência da Fundação Maurício Grabois em interação com coordenadores de cada grupo. Com caráter interdisciplinar, os grupos se dedicam à análise de temas do Brasil e do cenário internacional, abrangendo áreas como economia, política, sociedade, observatório internacional, a guerra cultural e consciência social.
Entre os principais objetivos dos grupos estão o fortalecimento da teoria socialista e da economia do planejamento, com ênfase em sua aplicação à realidade brasileira e à formulação de um novo projeto nacional. Os GPs também atuam na análise de políticas públicas, contribuindo para a formulação de respostas estratégicas em contextos conjunturais.
Nos últimos dois anos, os GPs já produziram uma série de Notas Técnicas sobre temas de relevância nacional e internacional, como a COP 30, o debate sobre o fim da escala 6×1, a exploração de minerais críticos e a Nova Rota da Seda da China. Os GPS também organizaram atividades como o Grupo de Estudos sobre a Civilização Ecológica.
Confira as Notas Técnicas produzidas pelos GPs da FMG:
- Redução da Jornada de Trabalho e o Fim da Escala 6×1
- Terras raras e minerais críticos na estratégia de desenvolvimento do Brasil
- O Brasil, a América do Sul e a proposta chinesa da Inciativa Cinturão e Rota
- A COP30 e a urgência da transformação ecológica
- Cortes defendidos pelo mercado financeiro trarão menos crescimento e mais desigualdade
Veja outras atividades organizadas pelos GPs da FMG: