Quem somos
Fundação Maurício Grabois
A Fundação Maurício Grabois (FMG) foi instituída pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB) em 2 de abril de 2008, sucedendo o Instituto Maurício Grabois, criado em 1995.
Nossa missão é desenvolver a teoria marxista no Brasil e contribuir para a formulação de um Projeto Nacional de Desenvolvimento voltado ao socialismo. Atuamos na pesquisa, formação política e produção de conhecimento sobre a realidade brasileira e internacional. A preservação e difusão da memória do movimento operário, popular e comunista também integram nossos propósitos.
As ações da Fundação se materializam por meio de espaços como:
- Cátedra Cláudio Campos – Centro de estudos e pesquisas sobre a questão nacional.
- Centro de Documentação e Memória (CDM) – Espaço de conservação de documentos e de memória política e histórica.
- Grupos de Pesquisa (GPs) – Reúnem pesquisadores dedicados ao estudo de temas estratégicos para o desenvolvimento nacional e o pensamento marxista contemporâneo. Com abordagem interdisciplinar, desenvolvem pesquisas sobre economia, política, sociedade e consciência social, organizadas em oito áreas temáticas.
- Centro de Estudos Estratégicos Brasil-China (CEBRACh) – Promove estudos interdisciplinares, pesquisas e intercâmbios acadêmico-científicos entre os dois países.
- Escola Nacional de Formação João Amazonas – Dedicada à formação política dos militantes do PCdoB.
- Revista Princípios – Periódico científico quadrimestral, classificado como Qualis A3 na avaliação da CAPES.
- Centro de Análise da Sociedade Brasileira (CASB) – Iniciativa conjunta com as fundações Perseu Abramo, Lauro Campos e Marielle Franco e Rosa Luxemburgo.
Quem foi Maurício Grabois?
Um dos principais dirigentes do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), Maurício Grabois nasceu em Salvador (BA), em 2 de outubro de 1912. Quinto filho do casal Agustín Grabois e Dora Kaplan, judeus russos, foi um homem de vasta cultura, jornalista e propagandista, que dedicou sua vida à construção de um Brasil soberano, democrático e socialista.
Aos 19 anos, mudou-se da Bahia para o Rio de Janeiro (então capital do país). Estudou na Escola Militar de Realengo, quando tomou contato com o marxismo-leninismo. Passou a militar contra o fascismo e a divulgar as ideias comunistas entre os militares. Mais tarde, estudou na Escola Nacional de Agronomia, que abandonou no segundo ano para se dedicar integralmente à vida política.
Iniciou sua militância na ala jovem do Partido Comunista do Brasil (então sob a sigla PCB). Em 1934, aos 22 anos, já era dirigente da Juventude Comunista, onde foi responsável pelo Setor Nacional de Agitação e Propaganda.

Participou ativamente das jornadas de 1934 e 1935 contra o fascismo, o imperialismo e o latifúndio — mobilizações que culminaram na formação da Aliança Nacional Libertadora (ANL), posteriormente posta na ilegalidade após a insurreição de 1935, tentativa de derrubar o governo Vargas e instaurar um governo popular.
Grabois editou clandestinamente o jornal A Classe Operária e dirigiu a Editora Vitória.
Foi preso no verão de 1941 e libertado no ano seguinte, durante o Estado Novo.
Em 1943, foi eleito para o Comitê Central do Partido. Dois anos depois, elegeu-se deputado à Assembleia Nacional Constituinte, tornando-se líder da bancada comunista no Congresso Nacional. Com a cassação dos mandatos comunistas em 1947, viu-se forçado a ingressar novamente na clandestinidade.
Em 1962, ao lado de João Amazonas, Pedro Pomar, Carlos Danielli e outros, Grabois participou da reorganização do Partido Comunista do Brasil, preservando a denominação histórica do Partido e adotando a sigla PCdoB.
Homem de pensamento e de ação, Maurício Grabois foi comandante da Guerrilha do Araguaia, principal resistência armada à ditadura militar. Chegou à região em dezembro de 1967 e ali viveu até ser cercado e assassinado pelas forças da repressão, em 25 de dezembro de 1973, no sul do Pará.
Casado com Alzira da Costa Reys, teve dois filhos: André Grabois, também militante do PCdoB e morto no Araguaia, e Vitória Lavínia Grabois Olímpio. Seu genro, Gilberto Olímpio Maria, foi assassinado na mesma operação militar que vitimou Grabois.
Os corpos de Maurício, André, Gilberto e de quase uma centena de guerrilheiros e camponeses da Guerrilha do Araguaia nunca foram localizados.
Seu exemplo segue inspirando novas gerações de lutadores e lutadoras pela liberdade e pelo progresso social. Seus textos publicados na imprensa comunista entre 1945 e 1964 foram reunidos pela primeira vez em Maurício Grabois – Textos Reunidos, lançado pelas editoras Ciências Revolucionárias e Anita Garibaldi, com apoio da Fundação Maurício Grabois, em 2025.
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Diretoria
DIRETORIA EXECUTIVA 2024-2026
- Vice-presidente: Madalena Guasco
- Secretário-Geral: Renan Alencar
- Diretor Administrativo e Financeiro: Leocir Costa Rosa
- Diretora de Formação: Ilka Dias Bichara
- Diretora de Cultura: Cida Pedrosa
- Diretor de Comunicação e Publicações: Nilson Araújo de Souza
- Diretor de Políticas Públicas: Júlio Cesar de Oliveira Vellozo
- Diretor de Estudos e Pesquisas: Aloísio Sérgio Rocha Barroso
- Diretor de Estudos e Cooperação Internacional: Ricardo Abreu (Alemão)
- Diretora de Políticas para o Desenvolvimento: Rosanita Campos
CONSELHO CURADOR
- Adalberto Monteiro
- Fabio Palacio
- Jorge Venâncio
- Lucia Pimentel
- Nadia Campeão
- Nereide Saviani
- Nivaldo Santana
- Rubens Diniz
CONSELHO FISCAL
- Pedro de Oliveira
- Júlia Maria Santos Roland
- André Bezerra Rodrigues
CONSELHO CONSULTIVO
Colegiado composto por 32 personalidades de destaque da política, cultura, ciência e academia, que contribuem para ampliar o diálogo com diversos setores da sociedade civil.
A atuação da Fundação se estende por meio de representações estaduais, que fortalecem sua presença em todo o território nacional e ampliam o alcance de suas atividades de formação, pesquisa e difusão de ideias.
EQUIPE DE COMUNICAÇÃO
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- Editora do Portal: Renata Martins
- Editora da TV Grabois: Joanne Mota
- Editora de Redes Sociais: Pietra Alcântara
- Editora de Vídeos: Thainá Lima
- Redator: Leandro Melito
- Designer: Gabriel Santos
- Social Media: Ramon de Castro
Estatuto da Fundação Maurício Grabois
Documento estabelece a natureza jurídica, finalidades e princípios de atuação da da Fundação Maurício Grabois. Define a estrutura diretiva, as fontes de receita e as normas que garantem transparência, autonomia e compromisso com a formação política e o desenvolvimento nacional.
Contato
A Fundação Maurício Grabois está à disposição para esclarecer dúvidas, receber sugestões e atender solicitações relacionadas às suas atividades. Entre em contato pelos canais abaixo:
Telefone: (11) 3125-1578
E-mail: [email protected]
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