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    Notícias da FMG

    Simpósio da FMG discute Transição Ecológica e Diversificação Energética

    Confira as análises de Guilherme Estrella, José Sérgio Gabrielli e Inamara Mélo.

    POR: Redação

    3 min de leitura

    O simpósio “Desafios brasileiros em direção ao novo ciclo de desenvolvimento soberano”, organizado pela Fundação Maurício Grabois, debateu, nesta terça-feira (01/04), a Transição Ecológica e Diversificação Energética em Função do Desenvolvimento Soberano dos Interesses Populares e da Sustentabilidade. O tema foi abordado na 12a. mesa do evento, que contou com a participação de Guilherme Estrella, José Sérgio Gabrielli e Inamara Mélo.

    Essa mesa teve por objetivo  debater os caminhos para uma transição energética que concilie segurança energética, desenvolvimento soberano e justiça social no Brasil, considerando os desafios da crise climática, da hegemonia neoliberal e das mudanças no contexto internacional. A mesa também analisou o papel do petróleo na transição, os limites do atual modelo de desenvolvimento e os mecanismos de transição justa.

    Confira a programação e veja os vídeos dos debates já realizados

    Energia e Soberania Nacional
    Um dos responsáveis pela descoberta do Pré-sal no Brasil, Guilherme Estrella fez um resgate histórico do papel da energia no desenvolvimento brasileiro, destacando a criação da Petrobras como marco estratégico na construção da soberania energética. Relembrou a descoberta do pré-sal e a importância do modelo de operação única pela Petrobras para o desenvolvimento tecnológico. Criticou os retrocessos institucionais recentes e defendeu maior apoio ao governo atual na recuperação da soberania do setor energético.

    Transição Energética e Ruptura Civilizatória
    Ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli abordou a evolução das fontes energéticas ao longo da história humana e destacou os dilemas contemporâneos da transição energética. Criticou a apatia da sociedade brasileira diante da agenda ambiental e a captura do governo por interesses do agronegócio. Apontou que a maior parte das emissões brasileiras decorre do uso da terra e da pecuária, e alertou para o risco de reproduzir modelos primário-exportadores na cadeia de biocombustíveis e hidrogênio.

    Crise Climática e Ecossocialismo
    Representante do Ministério do Meio Ambiente, Inamara Mélo enfatizou que a crise climática impõe limites objetivos à ideia de um desenvolvimento nos marcos do modelo atual. Criticou o “neoliberalismo ambiental” e denunciou os impactos negativos de projetos de energia renovável feitos sem planejamento adequado. Defendeu zoneamento ecológico-econômico e planejamento integrado, com foco em adaptação e resiliência. Afirmou que apenas o socialismo, preferencialmente em sua vertente ecossocialista, poderá compatibilizar soberania, justiça e sustentabilidade.

    O debate teve coordenação de Theófilo Rodrigues e comentários de Ticiana Alvares e José Bertotti.

    Em breve a íntegra de todos os debates estará disponível na TV Grabois.