Lago Sul
14/07/2005
Calco a terra sob os pés descalços. Pedrinhas miúdas ferem a sola e lembram em mim a dor de estar. O lago bate manso nas margens, quase imóvel. Espelha a cidade, mas não a vemos: ainda é dia,
Calco a terra sob os pés descalços. Pedrinhas miúdas ferem a sola e lembram em mim a dor de estar. O lago bate manso nas margens, quase imóvel. Espelha a cidade, mas não a vemos: ainda é dia,
O que Olga vê, assim parada diante do visor da câmara de gás? O mesmo que via à janela do aparelho clandestino? A mesma paisagem da janela do avião? O que percebia Olga? Nestes tempos de golpismo