Poema refletido na praia
23/04/2004
Esquece a areia. Escolhe um rochedo tão duro quanto a vida e nele constrói teu castelo de pedras. Contra elas, nem o mar e nem o vento. Só as ininterruptas areias do tempo as podem desgastar.
Esquece a areia. Escolhe um rochedo tão duro quanto a vida e nele constrói teu castelo de pedras. Contra elas, nem o mar e nem o vento. Só as ininterruptas areias do tempo as podem desgastar.
Nas máquinas, o silêncio. Nas mãos, o silêncio. Sem boca, de talos cruzados sobre peitos cálidos de vapores, brota uma flor suspensa no rubro cair da tarde, na grave greve dos braços. As máquinas param. As mãos param. Todas