Relato
09/10/2003
Abri caminho na multidão. No meio da rua feita de poeira seca e vermelha, um pântano engolia um baobá. Na beira do charco, eu – menino ou velho? – em choro lamentoso, me desesperava pelo destino da árvore.
Abri caminho na multidão. No meio da rua feita de poeira seca e vermelha, um pântano engolia um baobá. Na beira do charco, eu – menino ou velho? – em choro lamentoso, me desesperava pelo destino da árvore.
Campos de cardos, fardos de açucena – termos que nesta terra falecem de significação. O onde de nossas vidas passa por palmas, num chão onde resiste o xiquexique e a flor impossível do mandacaru. Retornando ao princípio