Sob o céu, uma estrela
04/02/2003
Hoje, de posse da vida, poderei dizer-te das coisas que não sei ou sinto: do destino que nunca se destina em nos alegrar; do outro lado da lua que o homem escuro teima em vigiar; dessa fome do mundo
Hoje, de posse da vida, poderei dizer-te das coisas que não sei ou sinto: do destino que nunca se destina em nos alegrar; do outro lado da lua que o homem escuro teima em vigiar; dessa fome do mundo
Brota no palanque um homem com seus olhos. Vocifera. Chama toda a gente para o plantio de manhãs e desperta a praça apinhada. Fala por trovões. Aponta a fome e seus crimes justificados; desata todas as contradições em palavras