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Acrobata da dor
22 de julho de 2008Gargalha, ri, num riso de tormenta, como um palhaço, que desengonçado, nervoso, ri, num riso absurdo, inflado de uma ironia e de uma dor violenta. Da gargalhada atroz, sanguinolenta, agita os guizos, e convulsionado Salta, gavroche, salta clown, varado pelo estertor dessa agonia lenta… Pedem-te bis e um bis não se despreza! Vamos! retesa os […]
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Os dias que não doem
21 de julho de 2008Não há mais como nomear as quartas-feiras no Sarau da Cooperifa, nem contá-las em versos ou prosa, por exemplo: a noite de ontem foi simplesmente inenarrável. Mágica. Sem truques. Uma daquelas noites em que a gente se lembra o porque de estarmos vivos, que é para celebrar a vida com tudo a que temos […]
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Noturno de carnaval
21 de julho de 2008eu pierrô lunar fraco sem fraque caminho semi-nu indeciso o corpo malhado molhado de cerol (nas vértebras desejos de decapitação juras e juros derramando-se por nada, por ninguém) talvez alguma poesia você cratera sem mar muda mundana cidade que não muda poucas pernas morenas ruínas de cerrado na chuva vazia (um enigma em cada estigma […]
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