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Na Fumaça
9 de maio de 2007Quantas vezes te esperei na estação no frio, na neblina. Andava de um lado para outro com minha tossezinha, comprando jornais inomináveis, fumando Giuba depois suprimido pelo ministro dos tabacos, o idiota! Quem sabe um trem errado, ou desdobrado ou talvez suprimido. Examinava os carrinhos dos carregadores para ver se por acaso não levavam dentro […]
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Vigília
9 de maio de 2007a morte espia da soleira da porta e congela o amor a cama outrora molhada é limbo lágrima e solidão a morte espia da soleira da porta pontua cada gesto e esforço de sorriso as cordas do relógio se negam em parar as horas o ponteiro estanca a luz do abajur onde andarão os sonhos […]
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Guerrilha do Araguaia
9 de maio de 2007(Lavoura de ossos) Nos anos de chumbo passou como um raio pelo bico do papagaio a peste da morte. Em Xambioá luta não há: os deserdados da sorte continuam ao deus dará. O medo cresce de outro jeito onde o abandono humano hoje é tecnotrágico. Há uma lavoura de ossos no chão de Xambioá. […]
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