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Menino na duna
29 de novembro de 2006Vergado sob o peso de duas latas com água vai o menino caiçara rumo à duna sem dono Em seu destino parvo-pálido adorna a duna com sua magra figura Naufragado destino é o que traz no corpo magro como sina nordestinada de haver nascido para nada. Se for pescador morrerá na maré ou embarcado no […]
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Poema desentranhado
28 de novembro de 2006O poeta muitas vêzes se delicia em criar poesia, não tirando-a de si, dos seus sentimentos, dos seus sonhos, das suas experiências, mas “desgangarizando-a”, como disse Couto Barros, dos minérios em que ela jaz sepultada: uma notícia de jornal, uma frase ouvida num bonde ou lida numa receita de doce ou numa fórmula de […]
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Só Silvia
28 de novembro de 2006Sentia a areia debaixo dos pés e as estrelas acima de tudo. Havia bebido duas garrafas de vinho. Sozinha e descalça no breu. Não por falta de companhia, mas de compaixão. Saiu sem dizer o destino e adorou. Estava agora a se divertir, catando recordações e contando alto para ninguém ouvir. Gargalhava olhando o […]
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