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A semana na TV Grabois: 12 a 16 de julho

Cezar Xavier Publicado em 17.07.2021

Teve vídeo sobre liberdade de imprensa na China, Frida Kahlo, racismo no futebol, hegemonia em Gramsci e violência contra a mulher.

A grade de programação da TV Grabois continua, nesta semana de 12 a 16 de julho, oferecendo conteúdo atual e “fora da caixinha” para o público interessado. Os youtubers Manuela D’Ávila, Olívia Santana, Ana Prestes, Dani Balbi, Fábio Palácio e Elias Jabbour continuam na saga de garantir o debate sobre temas relevantes do ponto de vista ideológico para o momento que o Brasil vive, com seu ponto de vista muito particular.

Na segunda-feira (12), estreou o vídeo novo do “Meia Noite em Pequim”, do professor da Faculdade de Ciências Econômicas da UERJ, Elias Jabbour, que fala de China como jamais se lerá na Reuters, na France Presse, na Associated Press, Ansa ou Deutsche Presse. O economista e especialista renomado no tema já falou ao “fandom” da China sobre covid, socialismo, desigualdade econômica, democracia, trabalho escravo, meio ambiente, campos de concentração, capitalismo e, agora, liberdade de imprensa.

Como sempre, ele enfrenta os temas polêmicos sem meias palavras ao distinguir liberdade de imprensa de liberdade de empresa. Explica os motivos pelos quais o governo chinês controla a circulação de informação ao mesmo tempo que está atento à opinião pública sobre as ações de governo.


A socióloga Ana Prestes também fala de um tema que parece muito distante e desinteressante para os brasileiros, embora tão vizinhos: nossos hermanos latino-americanos. Por motivos ideológicos, também estamos afastados dos interesses, realidade e história de nosso continente. É o tem do programa Mira Mundo.

Embora Ana acompanhe a geopolítica mundial, suas colunas frequentemente tratam desses assuntos de tão perto e tão longe. Ela já desmistificou as fake news sobre o Foro de São Paulo, explicou as convulsões no Chile pós-pinochetista, já falou da política bolsonarista para o meio ambiente, dos impasses eleitorais no Peru, após convulsão social e vitória da esquerda, mostrou como os golpes brandos na América Latina estão interligados, como as argentinas conquistaram o direito ao aborto, além de contextualizar mais uma convulsão social, a da Colômbia.

Agora, ela fala de mulheres latino-americanas marcantes na história do continente, e, mais uma vez, pouco conhecidas. Começou com Júlia Arévalo, uma das primeiras mulheres eleitas para a Assembleia Geral do Uruguai que esteve na linha de frente das principais lutas das mulheres uruguaias, e agora fala de Frida Kahlo para além dos souvenires mexicanos.

Assim como Che Guevara se tornou uma imagem de poucas palavras em camisetas, poucos sabem que a pintora ia muito além dos auto-retratos dolorosos e perturbadores. Ana apresenta uma Frida revolucionária, anticapitalista, comunista e bastante incômoda para seu tempo. Na primeira metade do século XX, não era possível comprar um imã de geladeira com o rosto forte da mexicana. Ana fala da disputa pela memória política de Frida, morta no dia 13 de julho, aos 47 anos.

Tem assunto mais contundente e atual que racismo? Somos atacados por cenas de discriminação racial explícita todos os dias no feed de notícias das redes sociais. A pedagoga e deputada estadual da Bahia, Olivia Santana está sempre refletindo para além das aparências e polêmicas confusas da internet. Nas próximas semanas, ela vai dividir programa com Dani Balbi, continuando o debate sobre a intersecção entre gênero, raça e classe.

No primeiro vídeo do programa Cabeça Feita, ela abordou logo de cara o modo como as pessoas se incomodam toda vez que alguém denuncia racismo, chamando a pessoa de mimizenta, justamente porque não entendem o caráter estrutural do racismo, que permeia todos os âmbitos da vida da pessoa preta. Depois, falou do surgimento de novos bilionários em plena pandemia, do trabalho doméstico, identitarismo, lacração, racismo na Fundação Palmares, as mulheres na política, os elogias racistas e “engraçados” e, o mais recente, sobre o racismo que pulula no futebol a cada campeonato, além da disputa pela politização e alienação.

O professor de comunicação maranhense Fábio Palácio resolveu falar sobre um conceito complexo, mas que está na boca dos bolsonaristas: hegemonia. Sabe-se lá porque cargas d’água, os ideólogos do bolsonarismo, como Olavo de Carvalho ou Luiz Felipe Pondé, estão obcecados com o filósofo italiano Antonio Gramsci. É o que Palácio vai explicar.

Seu programa Cultura em Movimento, começou com uma série sobre o retorno do fascismo, iluminando o tema obscuro das fake news, as imagens protofascistas de Bolsonaro, o neofascismo e sua relação com a pós-verdade, em três vídeos. Agora, continua uma série de cinco vídeos sobre hegemonia, desde Lênin, apresentando a evolução do conceito em Gramsci.

A semana da TV Grabois termina com os balanços feitos por Manuela D´Ávila e Dani Balbi sobre o noticiário dos últimos dias comentados no programa Contragolpe. As denúncias da CPI da Covid são resumidas e analisadas, desde o início. A facilitação do porte de armas e suas consequencias, a violência contra a população negra e LGBTQIA e o trabalho infantil foram temas discutidos.

O vídeo desta sexta-feira foi transmitido como live, em que Dani conta sobre o roteiro de seu longa-metragem que estreia dia 20: Azangule – o Levante. Depois, elas comentam os conflitos entre Bolsonaro e o ex-governador do Rio, Wilson Witzel, que geram denúncias na CPI. Outros assuntos lembrados foram episódios de violência contra mulheres e o discurso de ódio que se espalha pela sociedade brasileira.