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Só Silvia
28 de novembro de 2006Sentia a areia debaixo dos pés e as estrelas acima de tudo. Havia bebido duas garrafas de vinho. Sozinha e descalça no breu. Não por falta de companhia, mas de compaixão. Saiu sem dizer o destino e adorou. Estava agora a se divertir, catando recordações e contando alto para ninguém ouvir. Gargalhava olhando o […]
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Beira-vida
28 de novembro de 2006Onde andarão as estrelas que antes, alugavam os teus olhos para breves temporadas nas manhãs de dezembro? Onde andará teu riso solto? Foram-se, as estrelas talhadas em luz esculpidas em bronze em barcos reais que aqui passaram à heráldica sombra de velas enfunadas Foram-se, os olhos ainda antes que as estrelas em […]
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Poema desentranhado
28 de novembro de 2006O poeta muitas vêzes se delicia em criar poesia, não tirando-a de si, dos seus sentimentos, dos seus sonhos, das suas experiências, mas “desgangarizando-a”, como disse Couto Barros, dos minérios em que ela jaz sepultada: uma notícia de jornal, uma frase ouvida num bonde ou lida numa receita de doce ou numa fórmula de […]
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