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Gestoras em saúde discutem isolamento social na pandemia

Cezar Xavier Publicado em 18.05.2020

O ciclo Diálogos, Vida e Democracia voltou, nesta segunda (18) com o debate Coronavírus, Isolamento Social e Saúde Pública tratado do ponto de vista feminino. Promovido pelo Observatório da Democracia, unificou oito fundações partidárias em torno do tema da pandemia de covid-19 e seus impactos.

Sob coordenação de Elaine Cruz, coordenadora do Setorial Nacional de Saúde do PT, o debate contou com as convidadas: Lígia Bahia, médica sanitarista e professora do Instituto de Estudos em Saúde Coletiva (IESC/UFRJ); Glória Teixeira, professora de epidemiologia do Instituto de Saúde Coletiva da UFBA; Rosa Maria Marques, professora titular de economia da PUC-SP e ex-presidente da ABrES; e Maria Célia Vasconcellos, vice-presidente de Atenção Coletiva, Ambulatorial e da Família da Prefeitura de Niterói.

Confira os principais pontos discutidos pelas debatedoras:

 

Gestora de Niterói diz que sem Ministério da Saúde, sobrevivemos com prefeitos e governadores

Na opinião de Maria Célia Vasconcellos, gestora de saúde de Niterói, governadores e prefeitos tiveram um papel estratégico para que a coisa não estivesse pior na pandemia. “Não temos ministério da saúde mas estamos sobrevivendo com as secretarias municipais e estaduais”.

Pandemia torna saúde questão de segurança nacional, diz economista

O impacto internacional inédito da pandemia de covid-19 mostrou a importância da soberania nacional sobre cadeias produtivas, especialmente em setores estratégicos de saúde. Para Rosa Maria Marques, outras pandemias virão e é preciso estar preparado.

Epidemiologista diz que pandemia revela fragilidades e força do SUS

Para Glória Teixeira, com SUS, saúde na Bahia saiu da indigência para a cidadania. “Estaríamos muito pior se não tivéssemos o SUS.”

Sanitarista diz que setor privado sai maior da pandemia, não o SUS

Lígia Bahia questionou a força do Sistema Único de Saúde (SUS), neste momento, em que muitos celebram sua importância. “Fala-se muito em SUS isso, SUS aquilo, mas ele não está dando conta”, diz ela, que considera que o Rio de Janeiro carrega um fardo maior na saúde pública.