O vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin, anunciou nesta quarta-feira (15/11) a convocação do cientista político e diretor do Instituto de Relações Internacionais da PUC-Rio, Luis Manuel Rebelo Fernandes, para o grupo de Ciência, Tecnologia e Inovação da transição de governo.

Luis Fernandes tem larga experiência no setor: foi diretor científico da FAPERJ, presidente da FINEP e secretário-executivo do MCTI. Atualmente, é o coordenador da Área de Ciência Política e Relações Internacionais da CAPES.

Sua atuação tem sido marcada pela visão da ciência e tecnologia como dimensões estruturantes do desenvolvimento nacional. Em setembro passado, Fernandes publicou com a reitora da UFRJ, Denise Pires, artigo no jornal O Globo em que defendeu o papel estratégico da ciência e tecnologia para a realização plena da independência do país. De acordo com os dois professores, “a universidade brasileira e as instituições do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação têm papel central nos esforços para superar vulnerabilidades que continuam marcando nossa trajetória como país independente”.

A formação na área de relações internacionais faz com que a intervenção de Fernandes esteja calcada na geopolítica. Em artigo publicado com outros autores na revista do IPEA, em julho passado, o professor comparou a evolução das posições relativas ocupadas por Estados Unidos, União Europeia (UE), China, Japão, Índia, Rússia, Brasil e Coreia do Sul na economia global entre 1990 e 2020. A conclusão? Capacidades nacionais em CT&I se tornaram um vetor central da reconfiguração do poder mundial. E o Brasil não pode estar fora desse processo.

Além de Fernandes, também foram nomeados no GT de Ciência, Tecnologia e Inovação Alexandre Navarro, André Leandro Magalhães, Celso Pansera, Ildeu de Castro Moreira, Glaucius Oliva, Ima Viera, Iraneide Soares da Silva, Leoni Andrade, Luiz Antônio Elias, Ricardo Galvão e Sérgio Rezende. Como se vê, o perfil do GT reúne experiência institucional, preocupação ambiental e percepção do papel estratégico da C, T e I para a soberania e o desenvolvimento do país.