O início da repressão do Exército brasileiro à Guerrilha do Araguaia completou 54 anos este mês, mas permanece como um episódio obscuro da história nacional. No dia 12 de abril de 1972, mais de dez mil soldados iniciaram os ataques às bases, levante armado organizado pelo PCdoB com 69 guerrilheiros para enfrentar a ditadura militar (1964-1985). Partido com o maior número de vítimas durante o período, o PCdoB soma 89 militantes assassinados pela repressão, sendo 54 deles na Guerrilha do Araguaia.
Para a repressão à Guerrilha do Araguaia, as Forças Armadas utilizaram a estrutura do DNER (Departamento Nacional de Estradas de Rodagem) no município de Marabá (PA). Em uma construção que ficou conhecida como Casa Azul devido à cor de sua fachada, o relatório da Comissão Nacional da Verdade estima que tenham sido torturados e assassinados 30 combatentes do PCdoB. Localizada no km 1 da rodovia Transamazônica, em Marabá (PA), a casa está em um terreno de domínio da União onde encontram-se três construções do mesmo estilo, nos quais atualmente funcionam duas representações do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit): a Unidade de Marabá e a Unidade de Redenção.
Demanda histórica do PCdoB, a discussão sobre o processo de tombamento da Casa Azul foi retomada em março deste ano com o Seminário Casa Azul: um lugar de memória para o Brasil realizado na Câmara Municipal de Marabá (PA). Idealizado pela Comissão de Direitos Humanos do PCdoB do Pará, com a coordenação de Eneida Guimarães, o evento foi organizado em parceria com o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), a Unifesspa e a Secretaria de Igualdade Racial e Direitos Humanos do Estado do Pará (SEIRDH-PA). “Parcerias com o Ministério dos Direitos Humanos, a Secretaria Estadual e entidades como o PCdoB e a Fundação Maurício Grabois são fundamentais para dar visibilidade ao tema. Esse apoio institucional ajuda a romper a barreira do silenciamento em Marabá e a mudar as sensibilidades locais. Tudo isso faz parte de uma política de memória, verdade e justiça, focada na não repetição para que essa memória não se perca para as próximas gerações”, destaca ao Portal Grabois o historiador Janailson Macêdo Luiz, coordenador do Grupo de Trabalho Casa Azul da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa).
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O grupo multidisciplinar foi criado em 2015 na esteira das diligências da Comissão Nacional da Verdade, que apontou em seu relatório a Casa Azul como um dos centros de tortura utilizados pela repressão. “Com a Comissão da Verdade, o espaço ganhou maior visibilidade. Ocorreram oitivas aqui entre 2012 e 2014, e o próprio relatório da Comissão Nacional da Verdade é um instrumento importante sobre esses centros clandestinos e de aprisionamento onde ocorreram graves violações de direitos humanos”, aponta o historiador.
Um relatório produzido pelo GT Casa Azul a partir de pesquisas bibliográficas, relatos de testemunhas e georreferenciamento da área com o objetivo de transformar o espaço em um centro de pesquisa e memória sobre a Guerrilha foi entregue à Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) em 2017, mas a eleição de Jair Bolsonaro no ano seguinte travou o processo. “Entregamos o relatório histórico justamente com o objetivo de integrar a documentação necessária para transformar o local em um centro de memória oficial. Havia uma perspectiva de continuidade do trabalho, mas em 2018, com a eleição de um governo federal defensor da ditadura militar e alheio a essa pauta, o cenário mudou significativamente”, aponta o historiador.
O seminário realizado em março trouxe avanços institucionais, com uma sinalização positiva por parte do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e a confirmação da existência de um processo de tombamento do espaço. “Ela confirmou que o processo existe e que ele foi encaminhado, mas ainda não disponho de informações mais detalhadas sobre o estágio atual desse trâmite. Buscar esses detalhes e obter mais informações nesta rearticulação das ações é uma das nossas prioridades para este ano, especificamente para este mês e o próximo”, aponta o pesquisador.
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O ex-soldado Manoel Messias Guido Ribeiro e o camponês Pedro Nascimento indicam alteração em imóvel reconhecido como parte da Casa Azul, em Marabá (PA), durante diligência da Comissão Nacional da Verdade em setembro de 2014. Foto: Marcelo Oliveira / CNV
Leia a entrevista completa:
Portal Grabois: Janailson, um seminário realizado na Unifesspa sobre a Casa Azul movimentou o diálogo institucional sobre a possibilidade de transformar essa casa em um Espaço de Memória sobre a Guerrilha do Araguaia. O Grupo de Trabalho que você coordena tem uma importante contribuição nesse processo. Poderia dar um panorama sobre as pesquisas desenvolvidas em relação a esse espaço?
Janailson: Tivemos uma atividade no espaço nesta manhã (dia 14 de setembro). Foi a primeira vez que levei estudantes. Já havia levado pesquisadores e membros da Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos em outras ocasiões, mas ainda não tinha levado alunos. Levamos uma turma da graduação de História e um grupo do Núcleo de Altos Estudos Amazônicos da UFPA que estava de passagem. Fizemos uma atividade na universidade e uma visita técnica ao local, algo novo possibilitado, inclusive, após o seminário.
Em relação à Casa Azul, há um contexto de que o local foi ganhando visibilidade, principalmente a partir dos anos 1990, em nível nacional. Antes, existia uma circulação de informações mais restrita ao Sudeste do Pará e entre pessoas que atuaram aqui e conheciam a região. Entendemos que essa repercussão veio com reportagens na Folha de S. Paulo e no jornal O Globo, quando vieram fazer escavações e com a identificação do local como sede do DNER (extinto Departamento Nacional de Estradas de Rodagem). Com a Comissão da Verdade, o espaço ganhou maior visibilidade. Ocorreram oitivas aqui entre 2012 e 2014, e o próprio relatório da Comissão Nacional da Verdade é um instrumento importante sobre esses centros clandestinos e de aprisionamento onde ocorreram graves violações de direitos humanos.
Partindo desse lastro e de pesquisas anteriores que já mencionavam o local, como a do professor Romualdo Pessoa Campos Filho e uma série de outros estudos e depoimentos de moradores das décadas iniciais, foi instituído em 2015 um grupo de trabalho pela reitoria da Unifesspa onde atuo. Minha chegada à universidade ocorreu justamente nesse contexto: poucos meses após eu começar a atuar, estavam acontecendo as últimas oitivas da Comissão da Verdade. Pude assistir a uma dessas atividades no auditório da universidade e foi algo bem impactante.
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Como a presença da Comissão da Verdade impactou a circulação dessas memórias em nível local?
A vinda e a existência da Comissão Nacional da Verdade para cá provocaram uma maior circulação dessas memórias localmente. Em Marabá acontece muito de você estar em um local, não se identificar como historiador ou pesquisador, e ouvir algo relativo à Guerrilha do Araguaia. Isso já me ocorreu pelo menos quatro vezes, por meio de comentários de um taxista e uma conversa que presenciei em uma lanchonete.
O contexto da Comissão ajudou a que essas memórias fossem mais discutidas. Embora não em um nível totalmente aberto, foi positivo tanto pelo sentido do relatório e das ações — pois geram instrumentos e publicações aos quais podemos recorrer — quanto pela questão de proporcionar uma maior visibilidade ao tema. Na esteira de todo esse percurso, por volta de 2015, a universidade instituiu um grupo de trabalho sobre a Casa Azul, com uma atuação inicial forte entre 2015 e 2017, mas que mantém continuidade até os dias atuais. Naquele contexto, tivemos a interlocução de figuras como o já falecido Paulo Fonteles Filho, militante com muita atuação no PCdoB e filho de Paulo Fonteles, e da Dra. Eugênia Gonzaga, que na época estava à frente da Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos [Procuradora Regional da República, ela está na presidência da Comissão desde a reativação desse colegiado em 2024].
Inicialmente, essa interlocução com a sociedade local partiu muito da universidade após a Comissão Nacional da Verdade, enquanto também estava em curso a Comissão Estadual da Verdade do Pará. O grupo de trabalho foi instituído de forma multidisciplinar, contando com pessoas de várias áreas para pensar a compreensão arquitetônica, analisar a documentação jurídica, o georreferenciamento e a abordagem histórica. Eu fazia parte dessa subequipe responsável especificamente pela abordagem histórica.
Quais foram as principais dificuldades encontradas para o andamento dessa pesquisa? Como foi a interação com as famílias e as comissões oficiais?
A comissão da época tinha um número grande de pessoas, mas, devido às outras demandas da universidade e ao fato de que nem todos eram efetivamente pesquisadores do time, não gerou todos os resultados esperados no início. No entanto, a nossa parte do levantamento histórico foi concluída. Entre 2016 e 2017, tivemos um contato positivo com a Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP), quando acompanhamos familiares de guerrilheiros, como a Marta, sobrinha de Helenira Rezende, e a Diva Santana do PCdoB.
Participamos inclusive de uma atividade de escavação na parte urbana de Marabá, a partir de uma informação sobre o terreno do Incra, localizado do outro lado da rua da Casa Azul. Uma pessoa relatou que, dez anos antes, ao cavar para construir um muro, teria encontrado restos mortais. A CNV chegou a enviar um pesquisador para acompanhar essa escavação na época. Embora não tenha resultado na localização de restos mortais, a equipe realizou todo o trabalho técnico necessário. Nesses encontros em 2017, entregamos à CEMDP o relatório sobre a Casa Azul, que depois se tornou um artigo publicado e que agora estou ampliando para um livro.
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Um dos objetivos do nosso trabalho foi identificar que a Casa Azul de fato existiu, pois há muita negação, especialmente aqui em Marabá. Em uma ocasião, um servidor público que atua no município questionou se estávamos nos baseando “só em relatos”. Primeiro, o uso da fonte oral é crucial neste caso e, segundo, enfrentamos o problema do apagamento de rastros e da destruição de documentos oficiais. Devido à incidência de desaparecimentos forçados na Guerrilha do Araguaia, muita coisa precisa ser interpretada através da compreensão de quem vivenciou a época, o que não é uma tarefa fácil. Precisamos cruzar essas fontes orais com a bibliografia existente e outros documentos para romper com as estratégias de silenciamento que ainda persistem.
Quais elementos contribuem para identificar a Casa Azul como um espaço da repressão?
Existem episódios emblemáticos, como aquele em que os militares Lício Maciel e Curió teriam sido atingidos pela guerrilheira Sônia (Lúcia Maria de Souza). No momento em que Lício Maciel foi alvejado, há relatos indicando que ele foi levado para a Casa Azul. Embora existam visões contrastantes entre os relatos dos militares e a memória dos guerrilheiros, esse é um dos documentos que apontam a existência do local. É o que chamamos de leitura “a contrapelo”: interpretar essas fontes de forma inversa à intencionalidade de suas narrativas originais para extrair a verdade histórica.
Além disso, os depoimentos prestados à Comissão Nacional da Verdade são fundamentais, pois já identificam o espaço como um centro clandestino de tortura e graves violações de direitos humanos. Recentemente, localizamos outras fontes no Arquivo Nacional que mostram que o local não era usado apenas para guerrilheiros: camponeses também eram trazidos para a Casa Azul no contexto da repressão. Buscamos, naquele momento inicial, consolidar essa identificação histórica. Entregamos o relatório histórico justamente com o objetivo de integrar a documentação necessária para transformar o local em um centro de memória oficial. Havia uma perspectiva de continuidade do trabalho, mas em 2018, com a eleição de um governo federal defensor da ditadura militar e alheio a essa pauta, o cenário mudou significativamente.
No entanto, um ponto importante observado pela Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos é que o fato de a Casa Azul ser uma instituição pública federal pode ser um elemento facilitador para o seu tombamento. Diferente de espaços como a Casa da Morte em Petrópolis, que era um imóvel particular, a Casa Azul pertence à União, o que torna o processo de tombamento junto ao IPHAN juridicamente mais exequível.
Como está o andamento do processo de tombamento junto ao IPHAN e quais são as frentes de atuação da universidade neste momento?
Recentemente, tive uma resposta da superintendente estadual do IPHAN durante o seminário que realizamos. Ela confirmou que o processo existe e que ele foi encaminhado, mas ainda não disponho de informações mais detalhadas sobre o estágio atual desse trâmite. Buscar esses detalhes e obter mais informações nesta rearticulação das ações é uma das nossas prioridades para este ano, especificamente para este e o próximo mês.
Desde então, continuamos pesquisando o tema por meio de grupos vinculados à Faculdade de História, ao programa de pós-graduação em História e ao programa PDTSA [Mestrado em Dinâmicas Territoriais e Sociedade na Amazônia, curso de pós-graduação stricto sensu interdisciplinar focado em estudos sobre territórios, sociedade, conflitos e desenvolvimento na região amazônica]. Estamos em um momento de retomada das discussões, contando com parcerias importantes como a do PCdoB e o apoio do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. Atualmente, estamos realizando novas pesquisas, ampliando nosso escopo e retomando essas articulações. Esse é, basicamente, o percurso que estamos seguindo: estamos reorganizando o Grupo de Trabalho Casa Azul e utilizando bastante a estrutura do Laboratório de História Social da Amazônia, que eu coordeno na Faculdade de História, para que bolsistas, graduandos e mestrandos possam colaborar.
Trabalhamos em uma perspectiva de História Pública, focada na nossa atuação enquanto historiadores e historiadoras no espaço público. O objetivo é provocar a cidade e estimular uma política pública que não se limite a Marabá, pois o tema tem repercussão nacional e, cada vez mais, internacional. Nos últimos três anos, notamos que a procura internacional pelo tema aumentou significativamente, incluindo, por exemplo, uma reportagem recente realizada pela RTVE. Temos notado um interesse crescente de pensadores da Espanha e dos Estados Unidos, inclusive em relação a temas como a Guiné-Bissau e a Guiana. Percebo que houve um aumento nessa procura nos últimos três anos, possivelmente devido à maior visibilidade do autoritarismo em nível internacional.
O avanço da extrema-direita e de discursos pautados no desrespeito aos direitos humanos acaba gerando reações no campo da pesquisa acadêmica. Além disso, outro fator relevante é a repercussão do cinema brasileiro sobre o período, com produções sendo revisitadas, como os filmes Ainda Estou Aqui e Agente Secreto, o que tende a gerar ainda mais interesse nos próximos anos.

O professor Janailson Macêdo Luiz conduz visita à Casa Azul, em Marabá (PA), em 27/03/2026. Foto: Unifesspa/Divulgação.
Pensando na continuidade das pesquisas, como está sendo essa retomada em relação ao acesso à documentação sobre esse episódio?
O primeiro passo tem sido reler o que consta no relatório da Comissão da Verdade, especialmente o Capítulo 14, relativo à Guerrilha do Araguaia. Ali existe um rol de entrevistas e informações que por vezes são passadas despercebidas. Também analisamos a história escrita pela linha da obra do coronel Ustra e do projeto Orvil, que traz o relato de oficiais militares que atuaram na Casa Azul, fazendo um certo enquadramento dos pontos polêmicos. Além da CNV, nossas fontes principais são os relatórios dos grupos de trabalho Araguaia e Tocantins, entrevistas com familiares, camponeses, indígenas e militares conscritos — alguns deles aparecem no documentário Soldados do Araguaia. O Arquivo Nacional é fundamental nesse processo, mas enfrentamos a impossibilidade de acessar documentos mais cruciais das Forças Armadas que ajudariam a elucidar os casos de forma direta. Recentemente, o senhor Pedro Marivette, que esteve preso na Casa Azul, nos deu um depoimento com novas nuances em relação ao que ele havia dito à CNV.
Você mencionou entraves como a destruição de documentos. Existem outros obstáculos para quem pesquisa esse tema em Marabá?
Sim, as estratégias de silenciamento continuam muito fortes. Há uma resistência grande de moradores em contar o que sabem, tanto de quem vivenciou quanto de quem ouviu histórias. Isso é reflexo de décadas de monitoramento e da influência de figuras como Sebastião Curió, que permaneceu presente na região como prefeito e deputado. As violências perpetradas contra a população local criaram um medo que respeitamos, pois cada pessoa sabe o peso daquela vigilância. Nosso trabalho também busca entender a atuação do antigo DNER no contexto da ditadura e da modernização autoritária na Amazônia, que desrespeitou as populações locais.
Qual estrutura pública mantém atividade nesse espaço hoje?
Hoje o espaço é ocupado pelo DNIT. A área original do DNER era muito maior, cerca de 500 metros a mais do que a área murada atual. Na área externa, há relatos de acampamentos militares e práticas de violações, como torturas psicológicas, o chamado “buraco do Vietnã” e o ato de forçar prisioneiros a andar em volta de uma sumaúma (ou sumalheira), uma árvore gigante típica da região. A estrutura principal é uma casa em formato de “L”. Metade dela funciona como setor administrativo do DNIT, com escritórios e pessoas trabalhando. A outra metade, que até pouco tempo era usada como depósito, foi limpa recentemente. É impactante entrar nessas salas pequenas e saber que, segundo os relatos, foram locais onde pessoas estiveram presas e sofreram graves violações de direitos humanos. Hoje, são apenas salas administrativas com iluminação comum.
Qual a importância das parcerias institucionais e o que se espera para o futuro desse espaço?
Parcerias com o Ministério dos Direitos Humanos, a Secretaria Estadual e entidades como o PCdoB e a Fundação Maurício Grabois são fundamentais para dar visibilidade ao tema. Recentemente, realizamos um evento que lotou a Câmara Municipal com muitos estudantes de ensino médio, o que ajuda a fortalecer a discussão sobre o tombamento da Casa Azul. Nosso objetivo é transformar o local em um Centro de Memória dedicado à Guerrilha do Araguaia e à luta pelos direitos humanos. Esse apoio institucional ajuda a romper a barreira do silenciamento em Marabá e a mudar as sensibilidades locais. Tudo isso faz parte de uma política de memória, verdade e justiça, focada na não repetição para que essa memória não se perca para as próximas gerações.