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Se me chamasse Raimundo…
Elder Vieira29 de novembro de 2002O mundo se surpreenderia com que teria para falar. Nem saberia como começar. Talvez pelos detalhes, para depois chegar ao principal. Assim, iria progressivamente intensificando o suspense, valorizando com isso o assunto. Ou então, entraria de chofre na conversa, causando pasmo geral. Depois do silêncio, profundo e regulamentar, daria detalhes, faria rodeios, compondo […]
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Quase memória
Elder Vieira28 de novembro de 2002De tudo, só restou aquela cigarreira folhada a ouro – pequeno monólito dourado na mão fina. Afinal, não era monólito: oca, tinha o espaço para as cigarrilhas. Mas ela gostava da imagem. Monólito, então. Tomou o ônibus debaixo de chuva. Sentou-se ao lado de um homem gordo, de gravata, barriga enorme. Recendia […]
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La mar
Dorberto Carvalho28 de novembro de 2002– La mar, La mar! Como um mar de todos os mares Ela pulsa como as ondas Flui em goles de chichia. Quente como a lava de um Osorno distante, incontinenti como uma cavalgada Mapuche. Infinita num mar de comparações, revolto de todas as direções e só, só como ela mesma, a vida. Feminina e […]
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