A Entrevista
A ENTREVISTA – O senhor pode me dizer o seu nome pausadamente, para que eu possa avaliar o timbre de sua voz? – Alberto. Ele respondeu olhando ora nos olhos, ora nos lábios dela. Quem sabe fosse ela importante
A ENTREVISTA – O senhor pode me dizer o seu nome pausadamente, para que eu possa avaliar o timbre de sua voz? – Alberto. Ele respondeu olhando ora nos olhos, ora nos lábios dela. Quem sabe fosse ela importante
Café com bolo de fubá Amanheceu! A noite foi dormir sustenida e acordou bemol. Café recém feito na mesa. E o perfume de um bolo de fubá com erva-doce! Ah,essas lembranças da minha meninice. -Não há Alzhaimer que dê
AMAZONIDADE Coração pulsante da América do Sol Cerca da cidade sagrada de Cusco Nasce o maior rio do mundo para banhar a Amazônia. O Rio Apenas rio-cosmo sem mais nem menos Como o chamava a mais antiga gente da
Olhos e Olhares Aquela escuridão. Aquele balanço. Aquele barulho que vinha não se sabe bem de onde. Aquelas vozes dizendo coisas como “ali”, “ali não”, “onde então?”, “no terreno. Solte por lá” e a sensação de estar voando, em
Clarões da eternidade Uma vez tendo recebido o dom de existir, fazemos parte da Vida universal – assim, é preciso querer ser mais que ente sobrevivente A depender da qualidade do seu alimento (comida para o corpo, emoções para
Quem fecha a porta mas abre a janela? A raiz de um verso ocupa-me e não abre a porta, mesmo assim. Escuso da luz como em sombra ou na orelha de algum livro. Daí então, percebo a natureza
ProcissĂ£o para chover Lembro cruzes, estranhamente fincadas ‘A beira das interioranas estradas Lembrando a morte de um certo andarilho -A vida Ă© dura pra quem a leva nos trilhos SequidĂ£o na boca e no solo sedento Ressequidas lavouras que
Eu e a Brisa da Mangabeira Na fria geografia deste lugar à beira da baía do Marajó a tímida memória de minha avó tapuia evém da velha aldeia das Mangabeiras, Lugar de Ponta de Pedras e freguesia de nossa
Paisagem surrealista Uma lua lunática oculta-se nas nuvens. Um vento vadio agita a cabeleira das árvores. Um velho ronca, sentado em uma cadeira de balanço. Na rua espandongada uma tia patética vai caindo de bêbada. Ao longe, entre destroços,