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O mundo coberto de cana
13 de novembro de 2006foste, no mundo, mineiro e cortaste cana demais. e teu corpo, forte árvore morena, resolveram chamar pela brasileira e estranha alcunha: José. José, amaste três damas? quiseste uma valsa? creste em deus? pactuaste com o cão? fizeste um samba? mataste um patrão? perdão, José: sou grosso, ignorante. por isso, pergunto. sinto tua falta, como sinto […]
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A Vaca Azul é Ninja (2)
11 de novembro de 2006Parte II Ela é cruza de crisálida com hipopótamo “Ela orvalha pelos poros e acumula pólen nas orelhas. É uma cruza de crisálida com hipopótamo. Rinocera dentro dágua, fora vira vaca. Tem cheiro de chuva no chão de barro das telhas e o sem-som da formiga se acordando, de manhã cedo, lavando os […]
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Cartas D´Amor – o efêmero feminino
10 de novembro de 2006Ainda há poucos instantes (dez instantes, dez minutos, que tanto gastei num fiacre desolador desde a nossa Torre de Marfim), eu sentia o rumor de teu coração junto ao meu, sem que nada os separasse senão uma pouca de argila mortal, em ti tão bela, em mim tão rude – e já estou tentando […]
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