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Quase memória
Elder Vieira28 de novembro de 2002De tudo, só restou aquela cigarreira folhada a ouro – pequeno monólito dourado na mão fina. Afinal, não era monólito: oca, tinha o espaço para as cigarrilhas. Mas ela gostava da imagem. Monólito, então. Tomou o ônibus debaixo de chuva. Sentou-se ao lado de um homem gordo, de gravata, barriga enorme. Recendia […]
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Que speranza?
Elder Vieira27 de novembro de 2002– Ma como rebaxado!? – Rebaixado, seu Hilário; a gente fomos rebaixado. Seu Hilário deu entrada no Servidor Público com uma crise de riso. Às gargalhadas, foi depositado no primeiro banco do saguão do hospital por Toni seu melhor amigo, e Dona Risoleta, sua companheira há 40 anos, que, muito preocupada e […]
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Coração secundarista
Elder Vieira25 de novembro de 2002Poderia te escrever mil poemas, cidade, falando de tuas lâmpadas e de teus gases que poluem teu céu. Poderia dizer de teus bares ou de tuas favelas contrastando as cores de teu corpo e alma. Mas falarei de outros motivos, cidade. Falarei destes meninos quase homens e destes homens todos meninos que, com seus risos […]
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