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Os poetas
Adalberto Monteiro4 de setembro de 2008Vejo-os na feira e são muitos. Cada qual a vender o seu pescado. Atrás do balcão, Lá estão, desajeitados. Para viver são obrigados ao que mais odeiam E menos sabem. O ofício é mais avaro. Os trabalhadores do mar Ao menos de seu trabalho vivem. Já os poetas sequer a arte os alimenta. É preciso […]
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Dois quadros
Patativa do Assaré3 de setembro de 2008Na seca inclemente do nosso Nordeste, O sol é mais quente e o céu mais azul E o povo se achando sem pão e sem veste, Viaja à procura das terra do Sul. De nuvem no espaço, não há um farrapo, Se acaba a esperança da gente roceira, Na mesma lagoa da festa do sapo, […]
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a solidão e a solidão do desamor assassino
Brasigóis Felicio3 de setembro de 2008Em Portugal, como na eterna Pátria Brazilis, mulheres que se dignam a só amar a quem amam são almas marcadas para morrer. Ao descobrir, ou supor que sua mulher não é casta, o “cabra macho” a mata – macheza tamanha que ao troglodita de Neanderthal espanta Estupidez intrépida e covarde de quem se faz assassino […]
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