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Entre o fluido e a dúvida
3 de janeiro de 2006Não duram muito os ventos das montanhas: logo se contaminam da perplexidade da pedra e penetram-se de mistérios sólidos que os paralisam. Estátuas de ar, cristalizam no tempo sua própria incapacidade de movimento. Ao fim, não sobra nada. Talvez algo sobrasse, se ao menos pairassem nas ínferas pastagens da dúvida.
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Acabou
29 de dezembro de 2005A limpeza de final de ano acabou com as baratas. O mês, o ano, ainda não terminou, mas a grana já acabou. Nem começou e acabou meu tempo de paz e pasmaceira, singelamente chamado de férias. Acabei de ler mais um do Saramago. Acabou-se o cortejo com narrativas musicais do pintinho que pia dentro […]
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Entre o fato e a vida
27 de dezembro de 2005O toque, o beijo, o fato – que coisas são essas diante do mundo indecifrado? Idéias descarnadas de si, o que podem em face do múltiplo infinito, do vórtice veloz de vento e vida? – Saberem-se a braços pendentes, a frutas maduras no pé, a canto de sala, restos de sol, espanto.
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