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Nupcial
18 de fevereiro de 2004Curioso, caminho por seus passos. Manco, a cada estação penetro no paço de tua alma e amanheço. O que me move, o que me causa, impulsa a morte, repele a vida de dentro pra dentro da cortina cassa. O que digo? Somente o minuto de tua carne em minha boca clamando.
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Versões
17 de fevereiro de 2004Abriu o guarda-roupa convicto de sua inocência. Como poderia ela imaginar que ele, homem reto, probo, a sacaneasse desta forma. Não: idéia inadmissível, essa. Pois ela, de quem esperava sempre o melhor, nunca uma injustiça, uma mágoa, caíra na conversa dessa gente vil, maledicente. Tá certo que Isaura tinha lhe feito um… agrado. […]
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Guarde um pouco de poesia
5 de fevereiro de 2004No corredor do prédio abandonado, o velho segurava a mãozinha da menina e colocava cuidadosamente os grãos de pólen amarelo na tela. A senhora na fila do banco contava os últimos instantes de vida do marido, que à beira da morte ainda teve um desejo: Champanhe. Se ela viu nalgum filme? Que importa? […]
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