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No ônibus
15 de janeiro de 2003– Seja você mesmo, mas não seja o mesmo sempre. – Como? – Ã? – Você falou comigo? – Ah. Não. Estava pensando alto. – Hm. – É que eu li isso pichado num muro, sabe? – Sei. – Sabe o quê? – Não… é… […]
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No farol
15 de janeiro de 2003Sinal fechado. Diante dos carros, um menino faz malabarismos com bolas de tênis. Descalço, pernas e braços sujos, rosto encardido, faz graça por uns trocados. Deixa a bola cair, faz uma micagem – a falha como parte do espetáculo. Encosta no vidro e me pede um trocado. Dou-lhe um passe de ônibus. Agradece […]
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Ácidas Frutas Doces
13 de janeiro de 2003Os amores de chamas extintas eu os julgava: fósseis. Assim temia-te novamente. Te receava, roto vulto envolto num chambre fedendo a mofo. Mas, na ciência do carinho vale também que vulcões inativos a qualquer momento podem ejacular fogo. E assim, com a pureza e a fome de quem volta aos pomares da infância, voltei a […]
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