Godiva
Eu esperava o trem na estação de Coventry. Entre guardas e grooms, debruçado na ponte pus-me de longe a olhar as três antigas torres e imaginei assim a lenda da cidade. Oh! Não somente nós, homens de nosso tempo,
Eu esperava o trem na estação de Coventry. Entre guardas e grooms, debruçado na ponte pus-me de longe a olhar as três antigas torres e imaginei assim a lenda da cidade. Oh! Não somente nós, homens de nosso tempo,
Houve uma época terrível, A serpente era tão perversa Que para enfrentá-la, Além dos olhos gastos de leitura, Mais do que os dedos calejados De empunhar a pena, A história exigiu Que se empunhassem fuzis. Então mãos veteranas e
Não sei. Ignoro-o. Não sei bem, não sei, quanto tempo andei sem encontra-la novamente. Talvez um século? Quem sabe. Talvez um pouco menos: noventa e nove anos. Ou um mês? Podia ser. De qualquer forma, um tempo enorme, enorme,
(Colômbia) Sôbre o duro Magdalena, longo projeto de mar, ilhas de areia e pena grasnam sob a luz solar. E o voga, voga. O voga, voga prêso em sua aguda pirágua, e o remo, rema: interroga
Tu queimaste a madrugada com o fogo de teu violão: sumo de cana na cuia de tua carne preta e viva, sob a lua morta e branca. o son te saiu redondo e mulato, como a nêspera.
Há em ti a chama que arde com inquietação e o lume íntimo, escondido, dos restolhos, — que é o calor que tem mais duração. A terra onde nasceste deu-te a coragem e a resignação. Deu-te a fome nas
Cavalo bárbaro de ferro nome largo anguloso à lépida ossatura bambus talhados nas orelhas brutas o vento investe-se às patas velozes Aonde chegue é praça sem limite nele se arroja a vida encontra a morte suprema cela corredor
No dia 15 de março de 2016, o poeta Thiago de Mello viveu e provocou fortes emoções durante as homenagens por seus 90 anos, ocorridas num sarau poético na Biblioteca Mário de Andrade. Neste vídeo produzido pela Fundação
Quando se deu? Que sei eu? Água da lembrança eu vou navegar. Passou a mulata de ouro, e eu a fitei ao passar: laço de fita na nuca, bata de cristal, virgem de espádua recente, tacão de recente andar.
Com Cuba digo qualquer palavrameu nome meu coraçãosão són Malecón MartíDigo minha mãe América minha espada escrevo a carvão Como qualquer paixão caladaqualquer prisão alada digoCuba E caminho e abro caminhosno magma do meu peitomais e mais latino-americano