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As últimas palavras da minha avó inglesa
16 de junho de 2008Versão abreviada de um poema publicado pela primeira vez em 1920 Havia alguns pratos sujos e um copo de leite na mesinha ao lado dela junto à cama rançosa, em desordem – Encarquilhada e quase cega ali jazia roncando quando despertava, punha-se a gritar em voz irada por comida, Me dê alguma coisa pra comer […]
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O jornaleiro
13 de junho de 2008No fulgor da manhã, Com a voz já rouquenha, Ele alardeia a mercadoria: Um terremoto que ceifou milhares, Um novo escândalo de corrupção, A velha onda de fome na África. Mas o que escandaliza É ele mesmo. Ele é a notícia. Um ancião arriscando O resto de vida entre os automóveis. Não bastou ter agora […]
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Florir – é um fim – casualmente
13 de junho de 2008Florir – é um Fim – casualmente Vendo uma Flor no campo Talvez sequer alguém perceba A sutil Circunstância Que há na Lúcida Tarefa A tal custo cumprida Para se abrir qual Borboleta Ao Sol do meio-dia – Encher Botão – evitar Bicho – O Orvalho obter bem cedo – Expor-se à Luz – fugir […]
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