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Carvão
8 de maio de 2007A gengiva de ouro devora a vasta planície: ardem copas, flores, palmas, pássaros incandescentes. O fogo anoitece a terra e a secreta vontade do fruto. Coivaras industriais reorganizam o cerrado para submetê-lo à tirania produtiva dos homens. Mues olhos cansados miram a tarde que morre e registram ruínas de árvores que exigem […]
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Quase-homens
8 de maio de 2007Pareciam três homens numa mesa de bar. Eram, no entanto, crianças. Sim, porque não entendiam nada da vida, deslumbravam-se com pequenas descobertas e despencavam às primeiras desilusões. E ontem era dia de ir ao chão, rastejar rente ao roda-pé, sem forças para erguer-se, tampouco para pronunciar uma palavra sequer. Olhavam para copos vazios, […]
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Marilene adiada
8 de maio de 2007deu uma quina no olhar dela era pôr de domingo – por mim? Marilene viu-se só – aqui nem 11/09 tem. restos de comida no sofá rugas de programas de tevê que giraram o dia todo como vitrola de eterno inútil nada de novo no front do seu sorriso – Osvaldinho! ele ao menos era […]
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