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Viola Caipira
10 de março de 2008Côs braço cheio de fita, Ainda me acho bonita, Meu pená ninguém atina Mêmo amarrada de imbira, Não lamento minha sina: -Sô a viola caipira! Imbora vancê se admira, Mêmo pindurada num prego, Minhas lembrança carrego, -Queria que vancê me afina. Eu ia sempe em festança, Animava véio e criança, Das veiz eu era levada, […]
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Minha condicional
10 de março de 2008se desse olvidava minhas senhas de tarjetas magnéticas se desse descia à natural natureza dessa maçã largada na geladeira murchando vermelha até virar uma chama gelada laranjada de podridão se desse me amassava bem assava meu sangue nos teus ombros a tempo de virar terror: uma explosão no dia 11 de setembro se desse morria […]
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Bilros e rendas
Lucia Ana7 de março de 2008Maria Hygina, esse era o nome de minha avó materna. Lembro da brancura de seus cabelos. Era uma mulher delicada, de corpo franzino, gestos suaves e voz doce. A sua fala era carinho puro, chamava o nome de todos os netos no diminutivo: Ceiçãozinha, Lucinha, Solanginha, Gizêldinha, Francisquinho, Pedrinho e Marquinhos. Vovó quase […]
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