Que céu é esse que nos oprime com tanta luz?
Que ponto é aquele em que nos vemos manhãs adiadas?
Como estar seguro,
se a claridade toma todos os cantos dessa terra sem cantos?
De que nos vale tanta luz onde só nos reconhecemos em
sombras?

Eis que se recorta o não-formulado, o obscuro, o sem-sentido.
Ou seria mais honesto dizer que
o que resta
é o "claro enigma" de que nada de novo existe sobre nós?