O coronel José Barros Paes era o todo-poderoso oficial que mandava na repressão em São Paulo entre 1974 e 1976. Como chefe da Seção de Informações do 2.º Exército, tinha sob suas ordens o DOI. Trinta anos depois da morte do jornalista Vladimir Herzog, o homem que o intimou para depor no destacamento deu sua primeira entrevista. Queria falar sobre o amigo, o general Torres de Melo, que comandara a PM paulista de 1974 a 1977. Durante a entrevista, o coronel condecorado com a Medalha do Pacificador, aceitou falar sobre os fatos de seu comando, como o caso Herzog, cuja versão de suicídio, afastada pela Justiça, ele ainda mantém. No segundo trecho, Paes revela que médicos-legistas faziam ‘trabalhos políticos para o DOI, para evitar um mal maior’.
‘Eu marquei a hora para o Herzog se apresentar’
O coronel José Barros Paes era o todo-poderoso oficial que mandava na repressão em São Paulo entre 1974 e 1976. Como chefe da Seção de Informações do 2.º Exército, tinha sob suas ordens o DOI. Trinta anos depois da morte do jornalista Vladimir Herzog, o homem que o intimou para depor no destacamento deu sua […]
POR: Marcelo Godoy
∙ ∙1 min de leitura
Notícias Relacionadas
-
Renato Rabelo, presente! Portal reúne textos do dirigente comunista
Na data em que completaria 84 anos, seleção recupera análises produzidas ao longo de décadas de formulação política e reflexão marxista sobre o Brasil e o mundo
-
Nações Digitais: o projeto das Big Techs para substituir os Estados nacionais
Por trás do discurso libertário, emerge um plano de reorganização do poder mundial baseado em criptomoedas, vigilância digital e controle das consciências.
-
Luta ideológica na fase terminal do imperialismo monopolista e seu fascismo
Como a decadência do sistema monopolista intensifica a guerra ideológica e redefine o papel das classes sociais na resistência histórica
-
Seminário sobre formação socioeconômica do Brasil inicia atualização do programa do PCdoB
Evento da Fundação Maurício Grabois abre ciclo de debates que analisa transformações nacionais nas últimas décadas e os desafios históricos do desenvolvimento
-
A reorganização do PC do Brasil há 64 anos
Reorganização foi uma resposta à tentativa do novo Comitê Central do Partido – eleito no 5º Congresso, em 1960 – de liquidar com o Partido Comunista do Brasil, substituindo-o por um dito Partido Comunista Brasileiro, de cujos Estatutos e Programa foram retiradas quaisquer menções ao marxismo-leninismo
-
Walter Sorrentino homenageia Renato Rabelo: “Nossa memória é mais forte”
Pronunciamento relembra uma trajetória comunista marcada por elaboração marxista, defesa da democracia e soberania nacional, convertendo a despedida em compromisso coletivo.