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Poema refletido na praia
23 de abril de 2004Esquece a areia. Escolhe um rochedo tão duro quanto a vida e nele constrói teu castelo de pedras. Contra elas, nem o mar e nem o vento. Só as ininterruptas areias do tempo as podem desgastar.
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Greve
22 de abril de 2004Nas máquinas, o silêncio. Nas mãos, o silêncio. Sem boca, de talos cruzados sobre peitos cálidos de vapores, brota uma flor suspensa no rubro cair da tarde, na grave greve dos braços. As máquinas param. As mãos param. Todas as mãos. – Não por trinta dinheiros. Não por cinco desejos. No crepúsculo de um céu […]
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Pedinte
21 de abril de 2004Os olhos que te perguntam esperam a resposta que te demora. Pudesse teu riso reproduzir; pudesse fazer-te minha finitamente pra sempre… Ah, quem dera me amasses, porque todo me faço d’amores. Não custava nada: só amar tão quanto não amar… Engano. Nada te demoves de tua decisão de não amor. Nem meus olhos aflitos, nem […]
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