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Poema cremoso para um fim de jornada
Elder Vieira14 de novembro de 2003dormentes são as dobras do poente lívidas, formidandas, malemolentes debruçam-se sobre os astros, moles, languecentes, e derramam sua doce tirania, oleosa, aborrecida, no resto de dia morrente
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Luta sob o poente
Elder Vieira11 de novembro de 2003Nua, lânguida, esparramada no tapete da sala, o sol subia-lhe lento pela coxa até a púbis. Os seios respiravam leves. Os olhos, úmidos, de uma intensidade que a tudo atraía, pediam. Deitei-me de bruços sobre o tecido felpudo. Apoiado nos cotovelos, aproximei-me, tenso e contido, da boca entreaberta. Fiz que beijava, mas me limitei […]
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Da minha fome por uma fruta síria
Adalberto Monteiro10 de novembro de 2003A fome que tenho por ti, não é a de cravar minha boca sobre a superfície da tua vida, para saquear tua essência e, sujo dela, voltar para casa como um cão volta de uma caçada. O meu amor não é uma alcatéia que planeja tingir os dentes de vermelho quando dobrastes a esquina ou […]
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