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Augustiana
13 de fevereiro de 2003O gatos caminham lá fora. Do pó, surgem como panteras espreitando a noite. Não, não são de quimeras, seo Augusto, nem de aneladas formas de sonhos (ou pesadelos). São feras. Feras que nos espreitam à noite a fim de devorar-nos quando adormecermos cansados. Cansados de trabalhar o dia no aço, mastigá-lo nas engrenagens dentadas alimentadas […]
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Conta-se…
13 de fevereiro de 2003Conta-se a vinda dos pássaros de metal espalhando clarões dentro da noite. Conta-se que enormes labaredas brotarão do chão. Conta-se, mais uma vez, com a morte de crianças e doentes. Conta-se com a cumplicidade dos mentem e dissimulam em contar a verdadeira razão da guerra.
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O segundo cavaleiro
12 de fevereiro de 2003Depois que tudo acabar, sorriremos aliviados. Ergueremos cada casa tombada e faremos nossos calabouços. Neles, aprisionar-nos-emos voluntariamente. Neles, feneceremos até o apodrecimento. Saíremos à superfície pós todas as bombas. Prantearemos nossos mortos e não mais haverá face sobre as águas. Hemos de ignorar as manhãs, que essas se fazem de alguma luminosidade […]
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