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O besouro
Elder Vieira18 de novembro de 2002Instala sua noite o besouro. Negro, como negras são as tardes de abril, degola formigas e sufoca cigarras. Calca sob pés militares nossas manhãs e filhos; brutaliza nosso tempo e relvas; amassa firme seu terremoto e suscita toda a sorte de uma multidão estarrecida.
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O Pombo
Andocides Bezerra16 de novembro de 2002Conheci um velho que, como um relógio, nunca atrasava em seus compromissos. E este senhor tinha um compromisso. Todo dia, no mesmo horário, ele se dirigia para uma pequena praça perto de minha casa e, lá, ficava por quase uma hora dando milho aos pombos. Com o passar dos tempos, fiquei sabendo que o […]
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O cão
Elder Vieira15 de novembro de 2002Sob um sol de domingo (o que há de especial num sol, no domingo)? o cão passeia pela cidade seu faro último. Nas pêndulas de sua carne e nos pelos alourados, fica assim, só, em meio a tantos comparsas e a tanto vento. Não se deixa partir no último suspiro e luta por negar-se como […]
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