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Manhãs brasileiras
Elder Vieira13 de maio de 2002A escuridão nos apavora e o medo, severo, no resigna. despertamos de olhos fechados para o tempo, protestando contra a luz, ingerimos nossos pães e nossos sonhos sem ao menos considerá-los e nos transladamos para o mundo, pela porta. Mas a manhã insiste: cospe em nossas caras o frio e a fumaça e no ônibus […]
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DOIS POEMAS DO RIO
Elder Vieira6 de maio de 2002I – ESTADO DE SÍTIO Aterrado, cruzo o Flamengo. Bruscas são suas árvores e seu chão artificializado. Ásperos são seus ventos por sobre as águas amedrontadas. Salto a avenida. Rompe do asfalto o cheiro de urina que infesta esses ares e congestiona nossas narinas. O Rio se beligera. Morros demais sitiam a cidade iluminada por […]
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O CAMPONÊS
Elder Vieira29 de abril de 2002Arrebatada a última semente, o que me sobrará? O chão e a fertilidade de sua secura? O sol e a infelicidade de sua presença? Ou a fome e a impunidade de seus delitos? Ninguém veio e nem virá acudir os meus olhos e plantar meus sonhos. Destas veias feitas em braços é que vão brotar […]
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