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A Hebe vem aqui
Dorberto Carvalho8 de agosto de 2002Descendo do trem, vindo de Osasco, na estação Júlio Prestes, não pude deixar de ouvir a fala de uma senhora que tentava explicar a outra o que é a Sala São Paulo, e para que a outra entendesse bem do que se tratava, enfatizou: – O ingresso é oitenta reais, a Hebe vem aqui! […]
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Um menino observa a linha d'água
Elder Vieira2 de agosto de 2002Aquele ponto acima do horizonte que pede passagem não deslumbra não ampara somente corre como nuvem pássaro passo de quem já perdeu o trem Mundo? Que mundo, quando tudo se resume ao acaso, ao desmanche das estações? Quando nada é sólido e, no entanto, sua concretude abala todos os alicerces de nossa incivilização global? Quando […]
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Doída cantiga-de-ninar
Adalberto Monteiro2 de agosto de 2002Daqui, abraço-te, Júlia. Abraço-te, nesta noite pós-chuva. Barro molhado, cheiro de grama encharcada. Aqui, um menino desce descalço a avenida. Passa um ônibus, passa um homem de bicicleta, tossindo. Um cachorro sem dono fuça o tambor de lixo e sai, saltitando de alegria, com uma carcaça de frango. E uma velha rã papo-vermelho, perspicaz […]
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